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Emissão de receitas nos hospitais e centros de saúde está mais demorada

24 de outubro de 2014

Desde janeiro saíram 30 pessoas da Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), quase um quinto do quadro de 178 da empresa responsável pela informatização do SNS, entre outras tarefas. Uma das equipas mais lesadas foi a da prescrição eletrónica médica (PEM), sistema lento e que bloqueia nos centros de saúde e hospitais, com os médicos a perder por vezes metade da consulta para a emissão de receitas.

Ex-colaboradores e médicos dizem que a PEM está a sofrer atrasos com as saídas. A administração admite dificuldades mas apenas pela grandeza do projeto que se estende a quase todos os centros de saúde, avançou o “DN”.

Henrique Botelho, médico de família e sindicalista, disse que no Norte só a aplicação que gere a atividade dos médicos, e que é responsabilidade da empresa, «esteve parada três meses este ano. A emissão de receitas chega a demorar dez minutos, provocando atrasos no acesso dos doentes às consultas». As correções que estão a ser feitas «não estão a resultar e apesar de não ser o caos que era no início, os bloqueios mantêm-se».

Este é um dos problemas relatados por profissionais que abandonaram a SPMS. A empresa que centraliza as compras na saúde, desenvolve e liga os sistemas de informação, vieram a público na carta de José Carlos Nascimento, da Universidade do Minho e ex-vogal na administração da SPMS.

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