EMA avalia riscos de novos efeitos adversos de vacinas contra a covid-19 217

A Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla inglesa) anunciou que está a avaliar o risco de desenvolvimento de síndrome inflamatória multissistémica e tromboembolismo venoso após a administração das vacinas contra a covid-19.

O anúncio foi feito, esta sexta-feira, pelo regulador europeu através de um comunicado publicado na sua plataforma digital oficial.

O Comité de Segurança da EMA encontra-se, neste momento, a analisar o caso de um jovem dinamarquês, de 17 anos, que desenvolveu a síndrome inflamatória multissistémica, depois de ter recebido a vacina do consórcio Pfizer/BioNTech.

Embora o jovem já tenha recuperado completamente, o regular europeu do medicamento está a investigar outros casos desta inflamação que afeta vários órgãos. Segundo  o comunicado, a covid-19 tem sido associada à síndrome inflamatória multissistémica, afetando essencialmente crianças e jovens.

No entanto, o regulador europeu do medicamento ressalvou que não há evidências concretas que apontem para uma ligação causal entre a administração da vacina e o surgimento desta síndrome. A EMA ressalvou que a taxa de incidência estimada desta síndrome, antes da pandemia, era de dois a seis casos anuais por cada 100.000 crianças e jovens com menos de 20 anos e de dois casos anuais por cada 100.000 adultos com mais de 20 anos.

O Comité de Segurança da EMA está, ainda, a analisar os dados sobre os casos de tromboembolismo venoso (coágulos sanguíneos nas veias), após a administração da vacina da Janssen.

Pode consultar o comunicado aqui. 

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