Covid-19: Intervalo da segunda toma da vacina da Astrazeneca reduzido para 8 semanas 355

O intervalo da toma da segunda dose da vacina da Astrazeneca foi reduzido de 12 para oito semanas, de modo a garantir uma “mais rápida proteção” perante a transmissão de novas variantes do vírus SARS-CoV-2.

A recomendação consta da norma da Direção-Geral Da Saúde (DGS), “Campanha de Vacinação contra a Covid-19 Vacina VAXZEVRIA” divulgada esta quinta-feira, e que atualiza o esquema vacinal desta vacina contra a covid-19.

De acordo com a norma, o esquema vacinal da vacina VAXZEVRIA, (anteriormente designada por Astrazeneca) é de duas doses com intervalo de oito a 12 semanas, e neste momento passa a ser “recomendado o intervalo de oito semanas de forma a garantir a mais rápida proteção” conferida pela vacinação completa “perante a transmissão de novas variantes de preocupação (VoC) de SARS-CoV-2”.

Na norma publicada, a DGS recomenda que nas pessoas com 60 ou mais anos, a segunda dose da vacina AstraZeneca deverá ser administrada com um intervalo de oito semanas após a primeira dose.

Já nos menores de 60 anos, deverá ser administrada uma dose de vacina de mRNA (que utiliza a tecnologia RNA mensageiro, como as da Pfizer-BioNTech e Moderna), com um intervalo de oito semanas após a primeira dose de VAXZEVRIA.

“Se foi administrada a primeira dose a uma pessoa que tenha estado infetada por SARS-CoV2, não deve ser administrada a segunda dose, segundo a Norma 002/2021”, indica a norma.

A DGS recomenda ainda que se houver atraso em relação à data marcada para a segunda dose, deve ser inoculada “logo que possível”.

Dada a possibilidade de “uma maior reatogenicidade”, com um esquema vacinal constituído por duas vacinas diferentes, a DGS diz que poderá ser administrado paracetamol, após a segunda dose.

“As pessoas com menos de 60 anos de idade, que assim o desejem, numa base de ponderação de risco-benefício individualizada, podem completar o esquema vacinal com uma segunda dose de VAXZEVRIA, desde que se obtenha o seu consentimento livre e esclarecido”, explica a norma.

Sobre as mulheres grávidas, a DGS afirma que a experiência com a utilização da vacina VAXZEVRIA “é limitada”.

“Estudos em animais não indicaram efeitos negativos no feto ou na grávida. Se os benefícios esperados ultrapassarem os potenciais riscos para a mulher, a vacina poderá ser considerada, por prescrição do médico assistente”.

No que respeita às “mulheres a amamentar pertencentes a grupos de risco podem ser vacinadas”, não se recomendando parar a amamentação antes ou depois da vacinação.

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