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Centro Europeu avalia positivamente preparação e resposta portuguesa ao Ébola

19 de Junho de 2015

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo da Doença (ECDC) avaliou positivamente as medidas de preparação e resposta ao vírus do Ébola em Portugal, segundo informou ontem a Direção-Geral da Saúde (DGS).

 

Este organismo europeu elaborou recentemente um relatório sobre o trabalho desenvolvido pelos vários organismos portugueses envolvidos na resposta a eventuais casos de doença por vírus do Ébola, avaliando positivamente as medidas desenvolvidas.

 

O ECDC visitou Lisboa entre 30 de março a 01 de abril de 2015, onde conduziu uma avaliação externa do Plano de Preparação e Resposta para casos importados de Febres Hemorrágicas Virais (FHV).

 

Segundo a DGS, estiveram presentes cinco especialistas, incluindo dois de Estados membros da União Europeia (UE).

 

«Os avaliadores concluíram que Portugal implementou, efetivamente, medidas de preparação e resposta à doença por vírus do Ébola, que foram testadas e melhoradas durante a investigação dos nove casos prováveis (nenhum positivo) identificados, até ao momento, em Portugal», revelou a DGS, citada pela “Lusa”.

 

O ECDC salientou «o reforço evidente da capacidade das instituições de saúde envolvidas na preparação e resposta» a esta doença, nomeadamente «em termos de equipamentos, procedimentos e recursos humanos preparados».

 

De acordo com a DGS, o ECDC considera ainda prioritário garantir «a manutenção das competências e das capacidades desenvolvidas pelos profissionais», a «capacidade e a competência dos profissionais para a prestação de cuidados de saúde efetivos e em segurança a doentes» com vírus do Ébola e outras febres virais hemorrágicas, bem como «a existência de planos para garantir a continuidade de funcionamento dos hospitais de referência».

 

«Garantir o suporte e monitorização dos profissionais de saúde envolvidos nos cuidados a doentes altamente contagiosos e nos que regressaram de trabalho relacionado com doença por vírus do Ébola em países afetados» e «avaliar as lições aprendidas com a crise desta doença», ao nível de preparação, para aplicação em futuras emergências de saúde pública” são outras prioridades apostadas por este organismo.

 

O balanço da epidemia de Ébola, que atinge desde o ano passado três países da África Ocidental (Libéria, Serra Leoa e Guiné), já ultrapassou os 11 mil mortos, quase metade das 26.500 pessoas infetadas com o vírus, segundo o último relatório publicado no início de maio. 

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