A AstraZeneca anunciou uma nova fase, com a duração de cinco anos, do seu Young Health Programme (YHP), em parceria com a UNICEF e 60 organizações não governamentais (ONG), elevando para mais de 100 milhões de dólares o investimento da empresa na equidade no acesso à saúde dos jovens desde o lançamento do YHP, em 2010.
O programa, dirigido a jovens de comunidades desfavorecidas, centra-se na prevenção de doenças como o cancro, a diabetes e as doenças cardiovasculares e respiratórias, dotando-os de conhecimentos que lhes permitam tomar decisões informadas sobre a sua saúde e agir perante os crescentes impactos das alterações climáticas na saúde. A próxima fase do YHP pretende chegar a mais 10 milhões de jovens, formar 800 000 jovens agentes de mudança e contribuir para a definição de 17 políticas públicas em todo o mundo até 2030.
Esta nova fase de cinco anos do YHP assenta em 15 anos de impacto. Durante esse período, o programa chegou diretamente a 23 milhões de jovens em mais de 60 países, contribuiu para a formação de mais de 1 milhão de pessoas e apoiou jovens agentes de mudança que influenciaram positivamente 29 leis e políticas. Um estudo da RTI International concluiu que o YHP gera 4,30 dólares de retorno social por cada dólar investido, reforçando o valor, a longo prazo, do investimento precoce na saúde dos adolescentes.
Este compromisso surge num momento de crescente urgência para a saúde mundial. As doenças não transmissíveis (DNT) são a principal causa de morte em todo o mundo, e 70% das mortes prematuras na idade adulta estão associadas a comportamentos iniciados na adolescência. Até 2050, estima-se que 86% de todas as mortes anuais sejam causadas por DNT, o que representa um aumento de 90% face aos níveis de 2019. Muitos dos principais fatores de risco das DNT, incluindo uma alimentação inadequada, a inatividade física e o consumo de tabaco e álcool, surgem numa fase precoce da vida, enquanto a poluição atmosférica afeta de forma desproporcionada as crianças e os jovens. Além disso, os impactos das alterações climáticas na saúde estão a perturbar os sistemas de saúde e alimentares, a degradar a qualidade do ar e a afetar os contextos em que os jovens vivem.
Marc Dunoyer, chief executive officer da Alexion, chief strategy officer da AstraZeneca e responsável executivo sénior pelo YHP, afirmou, em comunicado, que “a saúde deve ser encarada como um dos investimentos mais importantes da sociedade — e não como um custo. Foi esta convicção que orientou o nosso compromisso de 100 milhões de dólares com o Young Health Programme. Continuamos a investir na equidade no acesso à saúde para apoiar milhões de pessoas em comunidades desfavorecidas e contribuir para sistemas de saúde mais resilientes em todo o mundo”.
“A UNICEF e o Young Health Programme da AstraZeneca partilham a visão de que os jovens são importantes agentes de mudança na promoção de hábitos mais saudáveis e de sistemas de saúde mais robustos. Esta nova fase da nossa parceria contribuirá para dotar os jovens dos conhecimentos e das competências necessários para prevenir melhor as doenças não transmissíveis e construir um futuro mais saudável”, sublinha Catherine Russell, diretora executiva da UNICEF.
Para Kristin Mmari, professora na Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, que lidera, desde o lançamento do YHP, em 2010, uma equipa de investigação e produção de evidência, a “adolescência é um período crítico durante o qual se definem trajetórias de saúde para toda a vida. Contudo, a saúde dos jovens depende não só das escolhas individuais, mas também dos contextos, dos serviços e das oportunidades que os rodeiam. Quando não investimos nesta fase, os riscos evitáveis para a saúde e as desigualdades podem agravar-se e tornar-se cada vez mais difíceis de resolver, acarretando custos humanos, sociais e económicos muito superiores na idade adulta e ao longo das gerações”.
Através da parceria com a UNICEF e de uma rede alargada de mais de 60 organizações não governamentais (ONG), incluindo a One Young World e a Plan International, parceira fundadora do YHP, o programa apoiará os jovens na adoção de hábitos mais saudáveis, na melhoria dos contextos e serviços que influenciam a sua saúde e na defesa de alterações às políticas das suas comunidades e países. A próxima fase do YHP, entre 2026 e 2030, dará especial ênfase à ação liderada pelos jovens, à equidade no acesso à saúde e à resposta às alterações climáticas, reconhecendo que os jovens não só são afetados de forma desproporcionada por estes desafios, como são também importantes agentes de mudança.




