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      • Apenas 44% dos portugueses sentem ter controlo total ou maioritário sobre a gestão da sua própria saúde, um valor significativamente inferior à média de 78% registada nos 20 países abrangidos pelo STADA Health Report 2026. Este é um dos principais resultados do estudo que a STADA Portugal apresentou hoje, colocando em debate os desafios do sistema de saúde português e o papel do autocuidado, da prevenção e da proximidade dos profissionais de saúde. Realizado entre fevereiro e março de 2026, o inquérito reuniu 19.514 participantes, com idades entre os 18 e os 99 anos, em 20 países. Os resultados relativos a Portugal foram analisados em duas mesas redondas, dedicadas à perceção dos portugueses sobre o sistema e as tecnologias de saúde e à capacitação dos cidadãos para o autocuidado, a longevidade e a proximidade farmacêutica. Entre os participantes estão, segundo referido em comunicado, Hélder Mota Filipe, bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, Carlos Cortes, Filipa Fixe, Ema Paulino e Jaime Melancia, entre outros representantes do setor da saúde. Satisfação com o sistema de saúde abaixo da média europeia A satisfação dos portugueses com o sistema público de saúde situa-se nos 54%, abaixo da média de 56% dos países analisados. Embora represente uma recuperação face aos 49% registados em 2024, o indicador recuou quatro pontos percentuais relativamente a 2025, quando atingiu os 58%. A perceção dos cidadãos varia significativamente em função da região e da idade. Na Grande Lisboa, apenas 40% dos inquiridos manifestam satisfação com o sistema de saúde, em contraste com 72% na região do Grande Porto e 67% no Litoral Norte. Os cidadãos entre os 18 e os 34 anos são também os menos satisfeitos (51%), seguindo-se os grupos dos 35 aos 54 anos (52%) e dos 55 ou mais anos (58%). A escassez de profissionais de saúde, associada aos longos tempos de espera, é identificada como o principal desafio do sistema por 79% dos portugueses, face a 67% na amostra global. Seguem-se o envelhecimento da população e as doenças crónicas (70%, contra 56% na média global) e o aumento dos problemas de saúde mental (57%, face a 53%). Quando questionados sobre as medidas que priorizariam para melhorar o sistema de saúde, 64% dos portugueses apontam a redução dos tempos de espera através do aumento do número de profissionais. O reforço do acesso aos cuidados de saúde primários surge em segundo lugar, referido por 57% dos inquiridos, enquanto 38% defendem salários mais justos e melhores condições de trabalho para os profissionais de saúde. Os resultados evidenciam, assim, a importância que os cidadãos atribuem à capacidade de resposta do sistema, ao acesso atempado aos cuidados e à valorização dos profissionais. Médicos e farmacêuticos são as principais referências nas decisões de saúde A confiança nos profissionais de saúde assume particular relevância em Portugal. Os médicos de medicina geral e familiar e outros profissionais de saúde influenciam as decisões relacionadas com a saúde de 90% dos inquiridos, acima dos 77% registados na amostra global. Os farmacêuticos são a segunda principal influência, com 71%, face a 57% na média dos países participantes. Esta proximidade reflete-se também nas expectativas dos cidadãos relativamente ao futuro das farmácias. Quase metade dos portugueses (48%) gostaria que estas pudessem renovar receitas de medicamentos para doenças crónicas. Outros 38% defendem horários de funcionamento de 24 horas por dia, sete dias por semana, com consulta farmacêutica, enquanto 37% valorizam a possibilidade de receber aconselhamento personalizado com base no seu historial clínico. Apesar do crescimento das soluções digitais, o contacto presencial continua a ser a opção preferida para diferentes serviços de saúde: 86% dos portugueses preferem o acesso presencial para rastreios e check ups preventivos, 84% para consultas médicas e 63% para o atendimento farmacêutico. Os dados apontam para a importância de modelos de prestação de cuidados que conciliem inovação e acessibilidade com a relação de confiança entre os cidadãos e os profissionais de saúde.
      • Medicamento aprovado para duas indicações no tratamento do mieloma múltiplo
      • Dos projetos às personalidades: Os vencedores da 32.ª edição dos Prémios Almofariz
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      • Apenas 44% dos portugueses sentem ter controlo total ou maioritário sobre a gestão da sua própria saúde, um valor significativamente inferior à média de 78% registada nos 20 países abrangidos pelo STADA Health Report 2026. Este é um dos principais resultados do estudo que a STADA Portugal apresentou hoje, colocando em debate os desafios do sistema de saúde português e o papel do autocuidado, da prevenção e da proximidade dos profissionais de saúde. Realizado entre fevereiro e março de 2026, o inquérito reuniu 19.514 participantes, com idades entre os 18 e os 99 anos, em 20 países. Os resultados relativos a Portugal foram analisados em duas mesas redondas, dedicadas à perceção dos portugueses sobre o sistema e as tecnologias de saúde e à capacitação dos cidadãos para o autocuidado, a longevidade e a proximidade farmacêutica. Entre os participantes estão, segundo referido em comunicado, Hélder Mota Filipe, bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, Carlos Cortes, Filipa Fixe, Ema Paulino e Jaime Melancia, entre outros representantes do setor da saúde. Satisfação com o sistema de saúde abaixo da média europeia A satisfação dos portugueses com o sistema público de saúde situa-se nos 54%, abaixo da média de 56% dos países analisados. Embora represente uma recuperação face aos 49% registados em 2024, o indicador recuou quatro pontos percentuais relativamente a 2025, quando atingiu os 58%. A perceção dos cidadãos varia significativamente em função da região e da idade. Na Grande Lisboa, apenas 40% dos inquiridos manifestam satisfação com o sistema de saúde, em contraste com 72% na região do Grande Porto e 67% no Litoral Norte. Os cidadãos entre os 18 e os 34 anos são também os menos satisfeitos (51%), seguindo-se os grupos dos 35 aos 54 anos (52%) e dos 55 ou mais anos (58%). A escassez de profissionais de saúde, associada aos longos tempos de espera, é identificada como o principal desafio do sistema por 79% dos portugueses, face a 67% na amostra global. Seguem-se o envelhecimento da população e as doenças crónicas (70%, contra 56% na média global) e o aumento dos problemas de saúde mental (57%, face a 53%). Quando questionados sobre as medidas que priorizariam para melhorar o sistema de saúde, 64% dos portugueses apontam a redução dos tempos de espera através do aumento do número de profissionais. O reforço do acesso aos cuidados de saúde primários surge em segundo lugar, referido por 57% dos inquiridos, enquanto 38% defendem salários mais justos e melhores condições de trabalho para os profissionais de saúde. Os resultados evidenciam, assim, a importância que os cidadãos atribuem à capacidade de resposta do sistema, ao acesso atempado aos cuidados e à valorização dos profissionais. Médicos e farmacêuticos são as principais referências nas decisões de saúde A confiança nos profissionais de saúde assume particular relevância em Portugal. Os médicos de medicina geral e familiar e outros profissionais de saúde influenciam as decisões relacionadas com a saúde de 90% dos inquiridos, acima dos 77% registados na amostra global. Os farmacêuticos são a segunda principal influência, com 71%, face a 57% na média dos países participantes. Esta proximidade reflete-se também nas expectativas dos cidadãos relativamente ao futuro das farmácias. Quase metade dos portugueses (48%) gostaria que estas pudessem renovar receitas de medicamentos para doenças crónicas. Outros 38% defendem horários de funcionamento de 24 horas por dia, sete dias por semana, com consulta farmacêutica, enquanto 37% valorizam a possibilidade de receber aconselhamento personalizado com base no seu historial clínico. Apesar do crescimento das soluções digitais, o contacto presencial continua a ser a opção preferida para diferentes serviços de saúde: 86% dos portugueses preferem o acesso presencial para rastreios e check ups preventivos, 84% para consultas médicas e 63% para o atendimento farmacêutico. Os dados apontam para a importância de modelos de prestação de cuidados que conciliem inovação e acessibilidade com a relação de confiança entre os cidadãos e os profissionais de saúde.
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