ADIFA alerta que aumento dos custos energéticos que pode atirar “empresas para o vermelho” 529

De acordo com Nuno Flora, o presidente da Associação de Distribuidores Farmacêuticos (ADIFA), estes registaram um aumento de 15% nos custos energéticos em janeiro e fevereiro.

A informação foi avançada à agência Lusa.

Nuno Flora acrescentou ainda que este acréscimo a continuar, “atirará estas empresas para o vermelho”.

“Só em janeiro e fevereiro, as empresas tiveram um aumento de custos energéticos de 15%. Se se mantiver esse ritmo, resultará num aumento de custos operacionais de cerca de três milhões de euros durante 2022. Atira as empresas para o vermelho!”, explicou.

Segundo o presidente da ADIFA, este é um setor “extremamente regulado”, cujas margens dependem do preço dos medicamentos que é fixado pelo Estado.

“Há uma grande preocupação do setor da distribuição farmacêutica que, diariamente, anda na rua pelo país todo e que vê os seus custos crescer de forma muito significativa”, adiantou.

De acordo com Nuno Flora, os custos de transporte representam cerca de um terço dos custos das empresas de distribuição, com os combustíveis a serem responsáveis por uma “grande fatia” desses encargos, pois as empresas do setor dispõem de mais de 800 viaturas ligeiras de distribuição, que entregam diariamente mais de um milhão de embalagens aos clientes.

O presidente da ADIFA avançou à Lusa, que estas e outras “preocupações” foram expressas ao Governo esta semana e defendeu que a solução para o aumento dos custos energéticos tem de estar prevista no próximo Orçamento de Estado e no alargamento de benefícios fiscais.

A associação pretende que estas empresas tenham acesso a benefícios que já existem para outros setores, como o transporte de mercadorias pesadas e os táxis, pois “torna-se uma ameaça real às operações das empresas de distribuição e ao normal abastecimento em medicamentos”, concluiu.

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