Realização de Testes Rápidos de Antigénio COVID-19 pelas Farmácias 277

“Somos capazes de chegar aos 100 ou 150 mil testes.” A Bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, Prof.ª Dra. Ana Paula Martins, já se mostrou confiante da capacidade que as farmácias têm para realizar até 150 mil despistes mensais à COVID-19. Coincidentemente, o Primeiro Ministro e a Ministra da Saúde já revelaram a necessidade de aumentar a testagem, que muitos epidemiologistas veem como a principal arma no combate à pandemia.

Desde o primeiro dia da pandemia, as farmácias comunitárias provam ser um serviço de saúde essencial para a população, que não adia tratamentos, não fecha as portas e, através da sua resiliência e da capacidade dos seus farmacêuticos garante o acesso aos medicamentos, à vacinação e à saúde a todos.

Para além desta missão, neste momento, mostram também ter um papel preponderante no rastreio à COVID-19 que não se encontra totalmente aproveitado. As hesitações políticas foram a justificação. Uma vez mais, sofrem os portugueses!

Num contexto em que a sobrelotação de pessoas nos cuidados de saúde primários e hospitalares continuam a ser ameaças à sua capacidade de resposta, aliadas às crónicas limitações flagrantes dos recursos humanos, tem de haver espaço para quem tem competência e pode contribuir ainda mais para o controlo da pandemia.

Mediante um protocolo apertado e reporte obrigatório, já existem cerca de 370 farmácias que implementaram este serviço, tendo já realizado mais de 20 mil testes. Com quase três mil farmácias comunitárias distribuídas por todo o território nacional, é urgente reconhecer a capacidade instalada e potencial desta rede para cumprir os objetivos propostos pelas autoridades de saúde.

A realização de testes rápidos de antigénio pelas farmácias é um serviço farmacêutico inovador e de proximidade, com resultados rápidos e com efeito comprovado na interrupção de cadeias de transmissão de COVID-19.

Assegurada a comunicação que deve ser feita ao SINAVE, INSA e médico prescritor, o farmacêutico adopta um papel imprescindível no sistema de saúde e na colaboração com outros profissionais de saúde em prol do utente.

Os jovens farmacêuticos reveem a importância deste serviço farmacêutico, que traz valor acrescentado para as comunidades que as farmácias servem e contribui para um mais eficaz controlo da pandemia. Ainda assim, é necessário ter em conta que a realização deste serviço pode representar um risco para as equipas das farmácias e a sua boa saúde deve ser salvaguardada com a garantia de equipamentos de protecção individual e todas as condições de segurança. Mais urgente ainda é vacinar contra a COVID-19 estes profissionais!

O futuro da profissão farmacêutica passa também pelo alargamento do número de serviços prestados pelas farmácias comunitárias, que reforcem o papel do farmacêutico como agente ativo na saúde e qualidade de vida da sua população, representando uma mais-valia para todos os envolvidos.

Associação Portuguesa de Jovens Farmacêuticos (APJF)

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