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Psiquiatra Luís Patrício defende venda para uso terapêutico

09 de Fevereiro de 2015

O psiquiatra Luís Patrício manifestou-se hoje favorável à venda de canábis nas farmácias, para uso terapêutico, numa posição coincidente com a da ministra da Justiça.

Em declarações à agência “Lusa”, Luís Patrício, um dos pioneiros no tratamento da toxicodependência em Portugal, considerou que a medida para utilização em saúde é bem-vinda, mas não para utilização lúdica.

«Se a questão que se põe é de existir na farmácia canábis na forma de erva – uma vez que de cápsulas já tivemos. Se a hipótese é a utilização de erva de marijuana como fim terapêutico, é bem-vinda», sublinhou o psiquiatra e autor do livro “Políticas e Dependências – Álcool e (De)mais Drogas em Portugal, 30 Anos Depois”.

A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, afirmou no sábado, em declarações à rádio “TSF”, a título pessoal, que concorda com a despenalização do uso de drogas leves, para que «não haja criminalidade altamente organizada e branqueamento de capitais».

Para Paula Teixeira da Cruz, a despenalização do consumo de drogas leves – disponibilizando-a, por exemplo, em farmácias – representa não um ganho para o Estado, mas sobretudo para os cidadãos, porque não alimenta um negócio «profundamente rentável».

Para o psiquiatra ouvido pela “Lusa”, é necessário, primeiro, «clarificar o que é droga», decidindo se «continua a ser apenas aquilo que é ilegal» ou se se pode começar «a falar de substâncias de princípio ativo».

Para o psiquiatra, o que se vende nas farmácias são «medicamentos para tratar, para prevenir».

Luís Patrício recordou que já se vendem medicamentos para tratar determinados tipo de situações associadas a dependências patológicas, como álcool ou heroína e de outros medicamentos.

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