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Portuguesa descobre forma de deteção precoce do cancro do pâncreas

25 de Junho de 2015

Uma investigadora portuguesa descobriu um novo método de diagnóstico precoce e não invasivo do cancro do pâncreas através de uma análise ao sangue, revela um estudo ontem publicado.

 

O estudo, publicado na revista “Nature”, demonstra que a presença de uma determinada proteína no sangue está relacionada com lesões malignas no pâncreas «e que não são detetáveis por ressonância magnética», refere a nota do IPATIMUP (Instituto de Patologia Molecular e Imunologia da Universidade do Porto), citada pela “Lusa”.

 

Liderada por Sónia Melo, a investigação demonstrou que as células tumorais do pâncreas produzem exossomas (nano-vesículas) com uma proteína específica – GPC1 – que podem ser detetados numa análise ao sangue.

 

Os investigadores demonstraram ainda haver uma relação entre a existência daquela proteína no sangue e a presença de lesões pancreáticas iniciais não detetáveis em ressonância.

 

A investigadora do IPATIMUT «descobriu que a presença de exossomas com esta proteína no sangue permite distinguir indivíduos sem doença ou com doença benigna do pâncreas, de doentes com cancro do pâncreas», acrescenta.

 

O estudo mostra assim que «a deteção de exossomas com a proteína GPC1, que circulam no sangue de pacientes com cancro do pâncreas, pode ser utilizada como uma ferramenta de diagnóstico não invasiva e como uma ferramenta para detetar fases iniciais de cancro do pâncreas», conclui o IPATIMUP.

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