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Portuguesa cria método inovador de diagnóstico do cancro oral

13 de Maio de 2015

Uma jovem investigadora de Castelo de Paiva desenvolveu um novo método de diagnóstico do cancro oral, a partir da colheita de células, inovação que já recebeu dois prémios e está a ser avaliada pelo INFARMED para comercialização.

Paula Melo, de 29 anos, explicou à “Lusa” que o método, designado “Blue Stain”, permite aos médicos-dentistas um diagnóstico precoce quase imediato, avaliando se determinada lesão tem risco de evoluir para cancro.

A investigadora licenciada em anatomia patológica e a fazer o doutoramento em patologia e genética molecular na Universidade do Porto frisou que a nova técnica é muito menos invasiva e mais rápida para os doentes do que os métodos atuais baseados em biopsias. «Além da rapidez não é necessário pessoal técnico para processar a amostra», explicou.

O desenvolvimento tecnológico foi premiado em 2014 pela Associação Nacional de Jovens Empresários. Mais recentemente, foi distinguido, em Coimbra, com o prémio “Arrisca C”, de 22.500 euros, um concurso que reconhece os projetos inovadores na perspetiva de negócio. Para Paula Melo, os dois prémios são o corolário do trabalho que tem desenvolvido em colaboração com o médico-dentista Fernando Ferreira. «É a prova de que se trata de um projeto credível e que tem despertado grande interesse da comunidade científica», comentou à “Lusa”.

Se a avaliação do Blue Stain for positiva por parte do INFARMED, a investigadora espera que o dispositivo médico possa ser colocado, em breve, nos mercados nacional e internacional. Acrescentou que o método tem despertado grande interesse na comunidade científica, com um investimento de investigadores privados, já concretizado, superior a 200 mil euros.

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