No âmbito da iniciativa do Presidente da República para a construção de um Pacto Estratégico para a Saúde, a Ordem dos Farmacêuticos (OF) reuniu ontem com Adalberto Campos Fernandes, coordenador do processo de auscultação e reflexão em torno do futuro do sistema de saúde em Portugal. Estiveram em representação da OF
A OF, representada pelo bastonário, Helder Mota Filipe, o vice-presidente, Dario Bastos Martins, e o secretário geral adjunto, Ricardo Santos, partilhou um conjunto de considerações sobre o futuro do sistema de saúde em Portugal, defendendo que um pacto para a Saúde deverá representar um compromisso de estabilidade, previsibilidade e visão a longo prazo, independente de ciclos políticos, sem nunca comprometer a capacidade de resposta imediata aos problemas atuais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e dos cidadãos.
Em comunicado, a OF sublinha que “a construção deste pacto não pode atrasar decisões urgentes e estruturais exigidas pelo atual contexto do SNS, defendendo também a necessidade de uma estratégia que assegure previsibilidade, sustentabilidade e capacidade de planeamento do sistema de saúde”.
Neste âmbito da discussão, a Ordem apresentou ainda um conjunto de prioridades estruturadas em cinco pilares estratégicos:
1) reforço do acesso e da capacidade de resposta do sistema de saúde;
2) compromissos interprofissionais e valorização dos profissionais de saúde, no SNS e fora do SNS;
3) sustentabilidade do sistema e preparação para os desafios da inovação terapêutica;
4) promoção da saúde digital, interoperabilidade e inovação em saúde;
5) reforço da equidade e da proximidade no acesso aos cuidados de saúde.
“O Presidente da República pode contar com o compromisso dos farmacêuticos para discutir os desafios da saúde em Portugal e, sobretudo, para contribuir ativamente para a implementação de soluções estruturais e duradouras. Portugal tem de deixar de ser apenas um país de ideias promissoras para passar a ser um país de concretização e gerar resultados. É isso que esperam os utentes e os profissionais de saúde, farmacêuticos em particular”, defende, no comunicado, o bastonário.




