Ordens e associações da saúde querem um «pacto nacional» e uma agenda para a década 0 74

Ordens e associações da saúde querem um «pacto nacional» e uma agenda para a década

 


17 de abril de 2018

Ordens e associações da saúde querem lançar uma agenda para o setor para a próxima década que conte com os contributos da sociedade civil e vão promover uma convenção para «criar um pacto nacional».

A Convenção Nacional da Saúde, que vai decorrer a 7 e 8 de junho em Lisboa, foi hoje apresentada pelo bastonário da Ordem dos Médicos, acompanhado por outros parceiros do setor que participam na iniciativa.

Miguel Guimarães definiu a convenção como um «largo debate nacional» sobre o presente e o futuro da saúde em Portugal, indicando que pretende contar com os contributos dos cidadãos e da sociedade civil.

Após a convenção, pretende-se definir «um pacto para a saúde», sendo colocado para contributo dos cidadãos um texto que oriente esse entendimento.

O objetivo será depois apresentar um texto final ao Governo, ao Presidente da República e aos decisores políticos.

O bastonário da Ordem dos Médicos recordou que o próprio Presidente da República lançou «há mais de um ano» a ideia de um pacto para a saúde, estando as ordens profissionais e várias associações do setor «a tentar cumprir o repto do Presidente».

A iniciativa pretende também elaborar uma «agenda da saúde para a próxima década», tendo como principal objetivo «garantir o acesso de todos os cidadãos às tecnologias de saúde, incluindo as mais inovadoras, e um nível de financiamento do sistema de saúde adequado às necessidades dos portugueses, garantindo simultaneamente a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde».

Quanto à questão do financiamento, Miguel Guimarães referiu-se ao «subfinanciamento crónico» do setor e lembrou que é necessário um financiamento adequado para a saúde, mas disse não querer «estar a discutir a questão política».

Questionado se acredita num pacto na área da saúde entre PS e PSD ou entre Governo e oposição, o bastonário manifestou a expectativa de que «não seja muito complexo» que os partidos políticos encontrem um entendimento.

No site criado a propósito desta convenção nacional da saúde, a iniciativa é definida como «o maior debate nacional de sempre sobre o presente e o futuro» do setor em Portugal, podendo ter o envolvimento de «todos os parceiros da saúde e de milhares de cidadãos».

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