Mulheres são 60% mais afetadas por interação de medicamentos do que os homens 324

De acordo com um estudo que envolveu investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), da Universidade Regional de Blumenau (FURB) e da Indiana University, realizado em Blumenau, no Brasil, e publicado na “npj Digital Medicine”, indica que as mulheres são 60% mais afetadas por interação de medicamentos do que os homens, verificando-se uma maior afetação consoante a idade.

A investigação foi realizada durante 18 meses através de um registo informático, no qual estão inscritas “as interações com os pacientes e também todos os sistemas de prescrição de medicamentos”.

Este estudo indica ainda que as razões que levam a uma maior afetação por parte das mulheres “ainda estão por descobrir”, mas especula-se que as causas estejam relacionadas com motivos do foro social ou biológico, porque se constatou que há mais mulheres diagnosticadas com depressão e muitos dos medicamentos encontrados têm a ver com ansiedade e depressão.

O estudo revela também que esta problemática “é maior a partir dos 50 anos”.

“Apesar de se saber que certas medicações interagem com outras, ainda assim estão a ser prescritas aos pacientes simultaneamente”, disse Luís Rocha, o investigador principal deste estudo, que verificou a existência de mais de 180 interações.

Luís Rocha apontou várias razões para esta situação, como a falta de “uma alternativa, falha de atenção por parte dos médicos” ou o facto de cada paciente ser seguido por vários clínicos.

A interação de medicamentos pode ter todo o tipo”de consequências na saúde dos utentes, como problemas neurológicos, disfunções hepáticas ou a redução de capacidade de efeito de um dos medicamentos, indica o investigador.

Luís Rocha pretende continuar este estudo em Portugal, mas acredita que estes sejam piores do que os verificados no Brasil, por haver uma população mais envelhecida.

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