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Inovação: Novo teste permite avaliar medicamentos perigosos na gravidez

 

 

01 de agosto de 2017

Os investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) de Coimbra desenvolveram um teste que permite identificar medicamentos «potencialmente perigosos para a gravidez».

O novo teste «propõe uma alternativa aos atuais testes pré-natais que, além de serem realizados exclusivamente em animais, apresentam limitações quando testados em contexto clínico», afirma a Universidade de Coimbra numa nota enviada hoje à agência “Lusa”.

De acordo com os investigadores, este teste permite «avaliar a toxicidade dos medicamentos num sistema “humanizado”», podendo assim «contribuir para a redução de defeitos no desenvolvimento do sistema vascular do embrião».

O sistema é “humanizado” porque, como explica a Universidade de Coimbra, «as células não são testadas em animais, mas colocadas numa plataforma microfluídica e expostas a condições de fluxo arterial que permite uma avaliação toxicológica», em condições semelhantes às registadas a “in vivo”.

Numa primeira fase, a equipa de especialistas investigadores do CNC da Universidade de Coimbra desenvolveu uma metodologia para «obter células endoteliais humanas a partir de células estaminais pluripotentes (CEP)» – que «podem originar todos os tecidos do organismo» – e «avaliou o impacto de 1.280 químicos, identificando dois particularmente perigosos».

A investigadora Susana Rosa, uma das autoras do artigo científico publicado no âmbito do estudo que originou esta descoberta, sublinha que foram identificados «dois compostos, aflufenazina (um anti-psicótico) e o 7-Cyclo (um anti-inflamatório), que interferem na formação da vasculatura embrionária».

Os compostos foram, «posteriormente, testados num modelo animal de embriões de peixe zebra, confirmando-se a sua toxicidade», acrescenta Susana Rosa.

O estudo foi financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e por fundos europeus, através do COMPETE (Programa Operacional Fatores de Competitividade), do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) e do FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional).

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