Hospital de Évora com medidas de prevenção por suspeita de caso de “legionella” 0 133

O Hospital de Évora informou que se encontra a efetuar trabalhos de limpeza e desinfeção na sequência de um “caso provável” de “legionella” numa doente que esteve internada na unidade e que teve alta na semana passada.

Em comunicado, a diretora do Departamento de Saúde Pública do Alentejo, Filomena Araújo informou que “foi notificado um caso provável de doença dos legionários (causada pela bactéria “legionella”), num doente que esteve internado no Hospital do Espírito Santo de Évora EPE (HESE)”.

Contactada pela agência Lusa, Filomena Araújo, adiantou que o doente em causa é uma senhora, que já teve alta do HESE e que se encontra neste momento internada num outro hospital, noutra região do país.

“A doente teve alta no dia 22, e nós recebemos a notificação da suspeita da doença no dia 23”, frisou Filomena Araújo, que também é delegada de Saúde Regional do Alentejo.

No comunicado, é referido que, “ainda se trata de uma suspeita, não está confirmada a doença, nem onde poderá ter sido o foco de infeção. (…) embora não se possa afirmar que a origem deste caso provável esteja associada ao HESE”.

As autoridades de Saúde e o conselho de administração do hospital já se encontram “a realizar um inquérito epidemiológico e ambiental”.

“As autoridades implementaram ainda medidas preventivas e cautelares para assegurar o reforço da vigilância epidemiológica, da vigilância ambiental e medidas preventivas para a segurança de todos os doentes e profissionais”, indica ainda o mesmo comunicado.

Na nota enviada à Lusa, Filomena Araújo garante que “até ao momento, não há confirmação de mais nenhuma suspeita ou caso semelhante. (…) como a doente esteve internada no hospital adotaram-se as medidas que as boas práticas”.

“Tomámos as medidas de prevenção e cautelares que se exigem para ver se havia outros casos, que não identificámos até agora. E adotámos medidas de desinfeção da água da rede de distribuição do hospital para evitar qualquer problema”, disse.

De forma a evitar alarmismos, ressalvou que não há qualquer restrição no consumo de água: “A doença não se transmite por beber água, é só através da inalação de aerossóis”.

“No HESE estão tomadas todas as medidas de segurança, não há risco para utentes e profissionais. E, para a população em geral, também não há qualquer risco em termos do abastecimento público de água”, tranquilizou Filomena Araújo.

A bactéria “legionella” é uma forma de pneumonia grave que por norma se inicia com tosse seca, febre, arrepios, dor de cabeça, dores musculares, dificuldade respiratória, com a possibilidade de dor abdominal e diarreia. A incubação da doença tem um período de cinco a seis dias depois da infeção, podendo ir até dez dias. A infeção pode ser contraída por via respiratória, através da inalação ou aspiração de água contaminada. Apesar de grave, a infeção tem tratamento.

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