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Hospitais da região de Lisboa aumentarão em 21% as colonoscopias em 2014

09-Jan-2014

Os hospitais da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) vão aumentar em 21% o número de colonoscopias a realizar em 2014, o que traduzirá mais 5.500 exames, foi ontem anunciado.

A decisão foi anunciada depois de uma reunião entre a ARSLVT e os conselhos de administração dos hospitais e no dia em que o jornal “Diário de Notícias” relatou que uma doente descobriu um cancro em estado grave depois de dois anos à espera de uma colonoscopia.

«Durante o ano de 2013 realizaram-se na região da ARSLVT mais de 70 mil colonoscopias, das quais 27 mil foram realizadas nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS)», adiantou a ARSLVT, em comunicado enviado à agência “Lusa” ao início da noite.

A administração regional registou o «esforço demonstrado por todos os hospitais da região e do SNS, através do compromisso em incrementar em 5.500, 21%, o número de exames a realizar em 2014».

A ARSLVT garantiu ainda o empenho em «elaborar um conjunto de medidas suplementares que permitam dar resposta adequada aos utentes da região nesta área».

Em declarações à agência “Lusa”, o presidente da ARSLVT, Cunha Ribeiro, admitiu haver um «problema preocupante» com a capacidade de resposta para realizar colonoscopias na região, tanto no setor público como no privado.

O responsável disse pretender ter, dentro de duas ou três semanas, uma estratégia definida para responder à dificuldade de realização destes exames, que servem de diagnóstico ao cancro colorretal.

As soluções que vierem a ser encontradas devem passar, segundo Cunha Ribeiro, pela «maximização da capacidade instalada nos hospitais públicos» e pelo recurso a entidades sociais e privadas, uma vez que o setor público não conseguirá ser suficiente.

Sobre a dificuldade de realização de colonoscopias nos privados com convenção com o Estado, Cunha Ribeiro disse que o assunto também está a ser analisado, mas sem adiantar mais pormenores.

O presidente da ARS lembrou ainda que o número de especialistas na região para realizar as colonoscopias é «insuficiente para as necessidades», um problema que não será possível resolver a curto prazo.

Sobre o caso da doente que esperou dois anos para fazer uma colonoscopia, Cunha Ribeiro declarou que irá examinar o relatório que o hospital em causa, o Amadora-Sintra, vai realizar.

Em Portugal há cerca de sete mil casos de cancro do intestino por ano e, em média, morrem 11 pessoas por dia com a doença.

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