Farminveste vai defender-se judicialmente de impugnação de assembleia-geral

A Farminveste assegurou que vai defender-se “judicialmente” da impugnação da assembeia-geral (AG) de 20 de maio, após um conjunto de acionistas minoritários ter apresentado uma ação nesse sentido, segundo um comunicado ao mercado.

Na nota, divulgada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a que a Lusa teve acesso, a sociedade informou que “foi ontem [terça-feira] citada no âmbito de uma ação declarativa de impugnação de deliberações sociais intentada por um conjunto de acionistas minoritários por referência a deliberações aprovadas na assembleia-geral realizada em 20 de maio de 2026”.

Esta ação, indicou, “tem por objeto a impugnação das deliberações respeitantes à aprovação dos relatórios de gestão e contas relativos ao exercício de 2025 e à aplicação dos resultados do referido exercício, versando sobre a decisão de não distribuição de dividendos e sobre alegados vícios no processo de representação de um dos acionistas na referida” AG.

O Expresso noticiou que João Cordeiro, que liderou a Associação Nacional das Farmácias (ANF) entre 1981 e 2013, resolveu avançar com um processo em tribunal para impugnar a última AG da Farminveste, detida pela associação, para contestar a decisão da empresa de não distribuir dividendos.

Segundo o jornal, João Cordeiro, que detém cerca de 1,2% da Farminveste, defendeu que a sociedade “tem indicadores perfeitamente sólidos”, para distribuir dividendos, tendo proposto 1,5 euros por ação. A proposta não foi aprovada.

No comunicado ontem divulgado, a Farminveste considera que a AG “e as deliberações tomadas observaram os requisitos legais e estatutários aplicáveis”.

Por isso, a “sociedade exercerá integralmente os seus direitos de defesa no âmbito do processo judicial”, entendendo ainda que não existem “fundamentos que permitam concluir que esta ação seja suscetível de produzir qualquer impacto material na sua situação financeira, patrimonial ou na execução da sua estratégia de negócio”.