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Farmácias dispensam medicamentos sujeitos a prescrição sem receitas

28 de Abril de 2016

Algumas farmácias portuguesas dispensam medicamentos sujeitos a prescrição médica, sem a apresentação da receita, revelou um estudo elaborado pela Deco. De acordo com o relatório, 14% dos inquiridos revelam ter comprado MSRM sem a respetiva prescrição.

«Este estudo surpreendeu-nos imenso não só porque esses números são elevados, mas também porque se trata de medicamentos relativamente preocupantes (antibióticos, ansiolíticos, anti hipertensivos)», disse à “Renascença” Bruno Santos, da Associação de Defesa do Consumidor, acrescentando que mais ficou surpreendido «porque se tratava de farmácias a que os utentes tinham recorrido e onde não eram clientes assíduos».

O inquérito revelou ainda que os farmacêuticos são «os primeiros profissionais consultados por 78% dos inquiridos quando surge um problema menor de saúde, como uma dor de cabeça, azia ou constipação».

Em relação à disponibilidade dos medicamentos, o relatório revelou que «as farmácias nem sempre têm o que os consumidores procuram: quatro em cada dez inquiridos revelaram ter desistido de comprar um fármaco no último ano» por este não existir na farmácia.

Estas situações têm de ser denunciadas, diz Bruno Santos. «Se o consumidor sentir que está a ser lesado, que o seu tratamento está a ser colocado em causa certamente que deve dirigir-se à farmácia e perguntar “porque é que a minha farmácia não me consegue repor o medicamento dentro do prazo útil definido?”. É fundamental que o sistema seja capaz de providenciar o medicamento dentro das 12 horas limite que estão hoje previstas na lei», conclui

O inquérito, cujos resultados serão publicados na edição de junho da “Teste Saúde”, baseou-se na participação de 1.345 inquiridos.

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