As dores lombares foram a principal doença crónica em Portugal em 2025, afetando quase um terço da população, revelou hoje o INE, que apontou ainda o excesso de peso e a hipertensão arterial entre os principais problemas de saúde.
Segundo o Inquérito Nacional de Saúde 2025, do Instituto Nacional de Estatística (INE), consultado pela Lusa, as dores lombares afetaram, no ano passado, 3,2 milhões de residentes com 15 ou mais anos, quase um terço da população em estudo, sendo também uma das doenças crónicas que mais afeta os jovens (25 aos 34 anos).
“Eram também relevantes as proporções de pessoas que referiram ter hipertensão arterial (25,6%), colesterol elevado (23,8%), dores cervicais ou outros problemas crónicos no pescoço (21,6%), alergias (20,2%) e artrose (19%)”, salientou o INE nos resultados do inquérito realizado no 4.º trimestre de 2025.
Segundo o INE, cada uma das seis principais doenças crónicas referidas afetava uma proporção maior de mulheres do que de homens, especialmente artroses (25,9% de mulheres e 11,8% de homens), dores cervicais (27,8% de mulheres e 15,1% de homens) e dores lombares (37,1% de mulheres e 26,1% de homens).
Por grupo etário, as proporções de dores lombares e de dores cervicais são as que registam um acréscimo, entre grupos etários, mais significativo mais cedo, dos 45 aos 54 anos, em comparação com as artroses, a hipertensão arterial e o colesterol elevado, em que a taxa de doentes crónicos aumenta de forma mais acentuada no grupo etário dos 55 aos 64 anos.
Já a proporção de pessoas afetadas por alergias é relativamente estável ao longo dos vários grupos etários, registando-se apenas um ligeiro decréscimo a partir dos 55-64 anos.
Além das alergias, as dores lombares são a doença crónica em que mais jovens (25 aos 34 anos) referem existir transtorno físico.
Os dados revelam também que em 2025 mais de metade da população adulta (57,1%) tinha excesso de peso ou obesidade, ou seja, um índice de massa corporal (IMC) de 25 ou mais kg/m2.
A pré-obesidade atingia 3,8 milhões de residentes com 18 ou mais anos (39,7%), principalmente os homens (45,8%, que compara com 34,1% de mulheres), e o grupo etário dos 45 aos 64 anos (43,%), superior à média do país.
A obesidade atingia 1,7 milhões de pessoas adultas (17,4%), sendo as mulheres mais afetadas do que os homens (19,5% e 15,2%, respetivamente) e o grupo etário dos 45 aos 64 anos (21,4%).
“A região Norte caracteriza-se por ser aquela em que a percentagem de pessoas com obesidade é menor (14,8%), registando, todavia, a maior proporção de pessoas em pré-obesidade (42,9%), a par da região do Alentejo (42,7%)”, salienta.
“Ouvir num ambiente ruidoso e usar a memória e concentração constituíam em 2025 as principais dificuldades sensoriais ou físicas referidas pela população residente com 15 ou mais anos (cerca de 2,3 milhões de pessoas, ou seja, 22,8% em ambos os casos), sendo também superior a 20% a proporção de pessoas com dificuldades em ver (2,0 milhões, ou seja, 20,5%)”, revelam os dados.
Os resultados do inquérito mostram ainda que 5,6 milhões de residentes com 15 ou mais anos (56,4%) referiram avaliar a sua saúde oral como boa ou muito boa, 3,1 milhões como razoável (31,0%) e 1,2 milhões como má ou muito má (11,9%).
Acrescentam que 6 milhões de residentes (60,7%) consultaram um dentista há menos de um ano e 3,7 milhões há 12 meses ou mais (36,9%).




