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Decisão de anular eleições da OE é inédita em Portugal

30 de dezembro de 2014

A enfermeira Ana Rita Cavaco, cuja candidatura às últimas eleições da Ordem foi rejeitada, considerou ontem inédita a decisão do tribunal que anulou aquele ato eleitoral, frisando que os atuais dirigentes se apoderaram de lugares que não lhes pertencem.

«Penso que é uma sentença inédita, porque, que me lembre, numa instituição similar, nenhum ato eleitoral foi anulado por fraude eleitoral. Por outro lado é um acórdão que dá todos os factos como provados», declarou Ana Rita Cavaco à agência “Lusa”.

Entretanto, a Ordem dos Enfermeiros (OE) já anunciou que vai recorrer da decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa que anulou as eleições para este organismo, realizadas em dezembro de 2011.

As eleições para a Ordem dos Enfermeiros realizaram-se no dia 12 de dezembro de 2011, mas o resultado foi contestado pelos candidatos da lista B, liderada por Ana Rita Cavaco, que invocou irregularidades cometidas pela mesa da Assembleia Regional da Secção Regional Sul.
Ontem, em declarações à “Lusa”, Ana Rita Cavaco considerou «muito importante” que se responsabilize “quem comete atos de fraude».

«[Essas pessoas, da lista vencedora] Simplesmente estão num lugar que não lhes pertence. Independentemente dos recursos, há uma questão moral que deve imperar sobre tudo isto. Mas como lhe disse estamos a falar de pessoas que estão lá há muito tempo, apoderaram-se desses lugares para tratar do bem próprio», afirmou.

Para a enfermeira, com esta decisão, os atuais dirigentes da Ordem «perdem qualquer credibilidade pública e até interna» e o facto de permanecerem nos lugares «envergonha todos os enfermeiros».

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