Covid-19: Prémio de Inovação em Saúde da U.Porto distingue 4 projetos 247

Um revestimento para tornar superfícies antivirais, um dispositivo para monitorizar a tosse, uma terapia contra a inflamação descontrolada e o desenvolvimento de anticorpos neutralizantes foram os quatro projetos distinguidos na 3ª edição do Prémio de Inovação em Saúde.

A informação foi avançada pelo Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto (U.Porto), através de comunicado divulgado.

Esta edição, dedicada a encontrar soluções de “combate” à covid-19 teve como patrocinadores a Tecnimed Group, Vallis Capitar Partners e a Câmara Municipal do Porto.

Os candidatos foram também distinguidos pelo gabinete de patentes Patentree, a Agência Nacional de Inovação (ANI), a Porto Business School e a Esfera Cúbica – Audiovisual Productions.

O revestimento nanotecnológico para tornar as superfícies antivirais, desenvolvido pela Smart Separations, consegue “destruir” vírus como a covid-19, assim como outros vírus, bactérias e fungos, podendo ser incorporado numa “gama alargada de materiais”, tais como, madeira, metal, tecido e filtros de ar cerâmicos.

Este projeto na área da prevenção conquistou o “i3S Health Innovation Prize”, no valor de 20 mil euros, e “mais um valor idêntico em serviços de apoio à inovação” pelo programa de aceleração Resolve-Health.

A startup C-mo Medical Solutions conquistou, com o desenvolvimento de um dispositivo médico para avaliar a tosse de doentes, o prémio ‘Porto Business School Award’. Este dispositivo faz a “monitorização automática das características distintivas da tosse no dia-a-dia do doente, tal como a sua frequência, o tipo de padrões de tosse associados”.

O prémio atribuído pela Agência Nacional de Inovação, o Born from Knowledge, distinguiu um projeto do i3S de tratamento da sépsis (uma inflamação descontrolada presente em pessoas que morreram com covid-19) utilizando uma proteína natural humana, a Spa, com o intuito de “atacar não a causa, mas sim a consequência da infeção por SARS-CoV-2”, podendo vir a ser utilizada em “surtos futuros” provocados por novos vírus ou outros patogénicos.

Os investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC) conquistou o “Esfera Cúbica Award” com o desenvolvimento de anticorpos neutralizantes contra o SARS-CoV-2.

Este é um “desenvolvimento de baixo custo e escalonável”, uma vez que os anticorpos neutralizantes são produzidos em ovos de galinha, que vão ser “a base para diversos bioprodutos de controlo e prevenção da covid-19”. Entre os produtos encontra-se um BioSpray Anti-Coronavírus, que é “capaz de neutralizar a carga viral em superfícies” que pode ser usado em equipamentos de proteção individual.

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