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BE quer serviços de urgência básica em urgências polivalentes ou médico-cirúrgica

28-Jan-2014

O Bloco de Esquerda anunciou ontem que quer criar «serviços de urgência básica associados às urgências polivalentes ou médico-cirúrgica nos hospitais», para «atender» às necessidades dos utentes de forma «mais rápida e adequada».

Em Braga, para umas jornadas parlamentares nas quais a Saúde está a ter destaque, o coordenador do Bloco, João Semedo, apontou críticas ao Governo, afirmando que o elevado tempo de espera que se verifica nas urgências dos hospitais portugueses se deve a «equipas reduzidíssimas» nos serviços, em consequência dos cortes orçamentais. O bloquista afirmou mesmo ser «desumano» o atual tempo de espera nos hospitais, ao qual não é alheio «o corte» nos horários de atendimentos dos centros de saúde.

«A nossa proposta é que os hospitais que dispõem de urgências polivalentes ou médico-cirúrgicas tenham também nas suas instalações um serviço de urgência básica que após a triagem do utente possa resolver o problema dos 46% dos doentes que procuram as urgências», declarou, citado pela “Lusa”.

Segundo João Semedo, «a crise das urgências hospitalares traduz-se nas filas de espera que se encontram invariavelmente na maior parte dos hospitais», realidade «que não é sazonal e que não tem a ver com a gripe, como tem afirmado o ministro da Saúde, Paulo Macedo».

«É inegável que o primeiro fator que pesa [no elevado tempo de espera] é a redução das equipas. Há técnicos a menos porque o Governo impôs aos hospitais fortíssimos cortes», disse, acrescentando que à redução de equipas nos hospitais se junta a «redução dos horários de atendimento nos centros de saúde».

João Semedo considerou mesmo como «inaceitável» e «indigno deixar um doente sem soluções para o seu problema tantas horas», lembrando relatos que dão conta de tempos de espera de «quatro, seis e vinte horas». Por isso, realçou, o Governo «tem que olhar para o financiamento dos hospitais com outros olhos, porque poupar na doença, naqueles que precisam do Serviço Nacional de Saúde (SNS) é desumano».

Segundo o dirigente bloquista, «toda a gente sabe as longas horas de espera nas urgências», menos os membros do Governo, que «desmentem a crise das urgências, porque quando adoecem não vão às urgências do SNS».

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