Primeiros medicamentos derivados de plasma português chegam aos hospitais 0 362

A primeira fase do Plano Estratégico Nacional de Fracionamento do Plasma permitiu colher 30 mil litros de plasma para a produção dos medicamentos derivados do plasma com o maior consumo nacional – albumina humana, imunoglobulina humana e fator VIII.

Os hospitais nacionais vão receber brevemente os primeiros medicamentos derivados de plasma exclusivamente colhidos em Portugal, segundo informação veiculada pela “Rádio Renascença”.

A Octapharma, empresa responsável pela entrega destes medicamentos. «A Octapharma orgulha-se de ter sido a entidade adjudicada para o desenvolvimento deste programa pioneiro, tendo sido a empresa selecionada por apresentar a melhor proposta para os critérios definidos neste procedimento que concretiza parte de um exigente programa nacional. Este acontecimento vem reforçar as décadas de experiência e rigor científico que a Octapharma tem na inativação e fracionamento de plasma, que faz da empresa líder nesta área”, diz Eduardo Marques, Diretor Geral e Gerente da Octapharma em Portugal.

«Até aqui, todos os medicamentos derivados do plasma eram importados, incluindo a albumina. Agora, passámos a ter medicamentos derivados de plasma, a partir de plasma exclusivamente doado em Portugal», revelou à referida rádio o presidente do Instituto do Sangue e da Transplantação (IST), João Paulo Almeida e Sousa.

O volume de colheita de 30 mil litros de plasma traduz-se numa poupança financeira considerável: «Iremos poupar cerca de dois milhões de euros com estes 30 mil litros de plasma colhido e que foi enviado para fracionamento».

Mesmo assim, Portugal ainda não é auto-suficiente, sendo «previsível que nunca venha a ser porque não temos um volume de colheita suficiente. É uma questão de escala». «De qualquer forma, é um contributo importante», enfatiza o presidente do Instituto.

João Paulo Almeida e Sousa adiantou igualmente que irão avançar para uma segunda fase do Plano Estratégico Nacional de Fracionamento do Plasma, implicando um novo concurso a realizar este ano em que entrará, além do plasma do instituto, o plasma dos hospitais.

«No primeiro concurso foram para fracionamento 30 mil litros de plasma do IPST e no próximo concurso esperamos ter 50 mil litros do instituto e dos hospitais», esclareceu o presidente do IST.

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