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Falta de administrativos e enfermeiros impede reforma de centros de saúde

22 de Dezembro de 2015

A reforma dos centros de saúde que teve início há dez anos ainda não abrange 40% da população. Alguns entraves, nomeadamente a falta de administrativos e de enfermeiros de família, estão a impedir a sua continuação.

Este é um dos problemas que a Associação Nacional de Unidades de Saúde Familiar (USF-AN) ia levar nesta segunda-feira ao ministro da Saúde, Adalberto Fernandes, numa reunião no Ministério da Saúde.

Apenas alguns centros de saúde funcionam de acordo com um modelo de organização chamado de Unidade de Saúde Familiar (USF), que abrange cerca de 60% da população. Os restantes centros de saúde funcionam de acordo com o modelo tradicional.

As USF oferecem maior flexibilidade aos médicos e enfermeiros e têm provado prestar cuidados de saúde de maior qualidade, prevendo, por exemplo, incentivos financeiros para os seus profissionais, e sistemas de inter-substituição de médicos. Estão em funcionamento 432 unidades deste tipo e há 50 processos pendentes, explica, ao “Público”, o presidente da associação, o médico de família João Rodrigues.

A avaliação das candidaturas para aprovação de USF demora sempre algum tempo e há unidades à espera de aprovação por questões ligadas a adaptação de instalações, por exemplo, mas o «principal problema é a mobilidade e recrutamento de enfermeiros, secretários, pondo em causa novas USF», alerta.

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