Distribuidores optimizam gestão de stocks devido a aumento de encomendas das farmácias 1371

Segundo a Associação de Distribuidores Farmacêuticos (ADIFA) as encomendas de medicamentos por parte das farmácias estão a aumentar devido ao surto de Covid-19. Esta situação obrigou a que os distribuidores farmacêuticos adotassem medidas de gestão de stocks de modo a assegurar o abastecimento.

Nuno Cardoso, secretário-geral da ADIFA, indicou ainda que foi desenvolvido um plano de continuidade e contingência para tentar assegurar o abastecimento contínuo das farmácias comunitárias em todo o território nacional, principalmente numa altura em que o número de encomendas aumentou por parte das farmácias.

“Por um lado, as farmácias têm tido um pico de procura por parte dos cidadãos, por outro lado, são as próprias farmácias a fazerem atividade de prevenção e a aumentar os níveis de ‘stockagem’, o que é totalmente compreensível” tendo em conta a pandemia causada pelo novo covid-19, explicou Nuno Cardoso à Lusa.

Devido ao “pico bastante mais elevado do que é habitual da procura, a ADIFA está a desenvolver esforços para garantir que o abastecimento continua a decorrer de forma contínua”, indica Nuno Cardoso, à Lusa.

Nesse sentido, a ADIFA decidiu reduzir a frequência das entregas para duas vezes ao dia, suprimindo rotas adicionais, de forma a otimizar o serviço e mitigar risco de falhas.

Esta gestão permite “aumentar a eficiência, já que duas entregas diárias são suficientes para as necessidades das farmácias”, e com essa redução de frequência é possível “garantir que a operação funcione de forma mais eficiente e limpa”, explica o secretário-geral da ADIFA.

“A nossa atividade estava num pico tão grande por causa desta quantidade relevante de aumento das encomendas por parte das farmácias que fazer três ou quatro encomendas diárias, com tudo o que envolve – preparar a encomenda, entregar às farmácias, a nível das rotas e afins – só ia resultar em entropia”, sublinha.

A ideia é que não se abasteçam algumas farmácias em excesso, deixando outras em rutura de stock, o que se pretende “é fazer uma gestão criteriosa, tentando dispersar ao máximo por todas as farmácias no território nacional”, afirmou.

Tendo em conta esta maior procura, Nuno Cardoso indica que é impossível prever a possibilidade de falta de medicamentos, afirmando que a preocupação da ADIFA é garantir que o “abastecimento funcione” como sempre decorreu.

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