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Cientistas descobrem causa da esclerose múltipla amiotrófica

12 de Janeiro de 2016

Investigadores dos Estados Unidos conseguiram pela primeira vez traçar o rasto aos aglomerados tóxicos de uma proteína que causam uma parte dos casos de esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença neurodegenerativa sem cura que afeta progressivamente os músculos.

Esta descoberta abre caminho a novas terapêuticas, para tentar impedir a aglomeração de proteínas nas células, ou para neutralizar o seu efeito nocivo, segundo os autores do estudo.

«É um grande passo», diz a principal autora do trabalho, Elizabeth Proctor, da Universidade da Carolina do Norte, «porque até agora ninguém sabia quais eram as interações tóxicas na origem da morte dos neurónios motores nestes pacientes», citou o “DN”.

O estudo, cujos resultados foram publicados na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” no final de 2015, revela assim um potencial alvo terapêutico – o aglomerado proteico que conduz à morte dos neurónios motores -, mas constitui também um modelo para estudos noutras doenças neurodegenerativas, como a de Parkinson, ou a de Alzheimer.

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