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BE quer mais investimento público na Saúde

 


14 de fevereiro de 2018

Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), defendeu hoje que o crescimento económico registado no país dá margem para mais investimento público na Saúde.

No debate quinzenal no parlamento, Catarina Martins começou por dizer, de acordo com a “Lusa”, que o BE «não está surpreendido» com os resultados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, segundo os quais a economia portuguesa cresceu 2,75% no conjunto de 2017, o ritmo de crescimento anual mais elevado desde 2000 e mais 1,2 pontos percentuais do que no ano anterior.

Centrando-se depois no setor da Saúde, Catarina Martins perguntou ao primeiro-ministro quando é que abrem os concursos para 640 médicos poderem concorrer à especialização. «Há 700 mil utentes do Serviço Nacional de Saúde sem médico de família e há 640 médicos à espera de serem contratados», criticou, afirmando que o primeiro-ministro tinha dito em janeiro que estaria «por dias». Por seu turno, António Costa reafirmou que aqueles concursos serão abertos, mas admitiu que o Governo não tem ainda uma data fixada para o fazer.

Catarina Martins chamou ainda a atenção para o «sorvedouro de dinheiros públicos» para os hospitais e clínicas privadas e propôs ao Governo a «internalização dos meios de diagnóstico», questionando o primeiro-ministro sobre quais as metas do Governo nesta área. «Tem o Governo algum objetivo nesta matéria? Com que números é que quer acabar a legislatura tanto na internalização dos meios de diagnóstico como no reforço do financiamento do Serviço Nacional de Saúde e para estancar a sangria que tem saído de dinheiro do público para o privado na saúde?», perguntou.

Na verdade, para a deputada esta «sangria de dinheiro» do público para o privado é «um problema para o qual não se vê solução», frisando que neste momento «50% do volume de negócios dos privados é pago pelo Estado, 30% dos quais diretamente do SNS». Só em análises e meios de diagnóstico contratualizados com os privados são «1200 milhões de euros» pagos pelo Estado, declarou Catarina Martins, considerando que este montante «mostra bem o desperdício de dinheiro público».

António Costa respondeu que as metas são as que estão no programa do Governo mas, advertiu, «não tem a ver com a repartição entre público e privado» e sim «com a qualidade dos serviços».

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