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APARD já tinha denunciado alguns suplementos alimentares ilícitos

16 de Fevereiro de 2015

A Associação Portuguesa de Suplementos Alimentares (APARD) disse, na sexta-feira, que alguns dos produtos que vão ser retirados do mercado já tinham sido denunciados pela associação, «designadamente por envolverem alegações ilícitas e promoverem concorrência desleal».

Na última quarta-feira o INFARMED e a ASAE divulgaram que um quarto dos suplementos alimentares analisados no último ano apresentavam substâncias ativas não permitidas e que iriam ser retirados no mercado.

Os suplementos em causa eram destinados ao emagrecimento e ao aumento do desempenho sexual, tendo sido encontrados 27, dos 98 produtos analisados, com substâncias que só podem ser vendidas ao abrigo da lei do medicamento e que não constavam na lista de ingredientes no rótulo.

A decisão das duas autoridades não coloca em causa «a segurança e credibilidade do setor dos suplementos alimentares», diz a associação num comunicado, citado pela “Lusa”, no qual se salienta também a valorização da «credibilização técnica e comercial» do setor.

«Embora possamos compreender a tentação de diversificar a oferta de produtos do género no mercado, não podemos aceitar que tais desígnios se façam à conta da violação da lei, pondo em causa a salutar concorrência entre empresas do setor e, caso saiam comprovados os factos invocados pelas Autoridades envolvidas, a própria segurança dos consumidores e a imagem do suplemento alimentar como produto seguro, eficaz e desejado pelos consumidores», diz-se no comunicado.

A APARD garante que sempre se interessará pela qualidade e segurança de cada suplemento alimentar, que vai estar atenta ao processo, e que não pactua com a adulteração de produtos alimentares, a qual pode ser motivo de multa e implicar «responsabilização criminal grave».

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