Vacinação covid-19: Portugal registou 1 reação adversa por cada mil inoculações 276

O mais recente relatório de farmacovigilância do Infarmed revela que Portugal registou, até dia 31 de julho, cerca de 25 mil reações adversas à vacinação contra a covid-19, num universo total de cerca de 25 milhões de doses.

Trata-se de, aproximadamente, 1 caso em mil inoculações, “um valor estável ao longo do tempo”, diz o Infarmed, que explica ainda que, “com o decorrer do programa de vacinação, e o estímulo para a notificação de suspeitas de RAM (reações adversas a medicamentos) associadas a vacinas contra a covid-19, este valor tem aumentado”.

Em 24.810.611 doses de vacinas administradas, 25.828 representaram casos de reações adversas. Destes, uma percentagem de 18,8% é referente a reações clinicamente importantes (4.852), seguindo-se 7,6% com reações de incapacidades (1.974), 3,3% de hospitalizações (863), 1,1% de risco de vida (283) e ainda 0,5% de mortes (135).

Dos casos de RAM graves, “cerca de 84% dizem respeito a situações de incapacidade temporária (o que inclui o absentismo laboral) e outras consideradas clinicamente significativas pelo notificador, quer seja profissional ou utente”, continua o Infarmed, ao anunciar que os casos de morte ocorreram “num grupo de indivíduos com uma mediana de idades de 77 anos”. Estes acontecimentos “não podem ser relacionados com uma vacina contra a covid-19 apenas porque foram notificados de forma espontânea ao Sistema Nacional de Farmacovigilância”.

A maioria das RAM registadas dizem respeito a cidadãos entre os 25 e os 49 anos, seguindo-se as faixas etárias dos 50 aos 64 anos e dos 65 aos 79 anos. As mulheres representam mais do dobro de casos do que os homens. Cefaleia, pirexia, mialgia, dor no local da injeção e fadiga são, respetivamente, as cinco RAM mais notificadas.

As reações “com maior frequência enquadram-se no perfil reatogénico comum de qualquer vacina” e, “na maioria dos casos”, o desconforto causado por estas reações “resolve-se em poucas horas ou dias, sem necessidade de intervenção médica, e sem sequelas”, conclui o Infarmed.

Aceda ao relatório completo de farmacovigilância aqui.

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