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Vacina contra HPV com notificações de reações adversas

08 de setembro de 2014

Desde 2011, o INFARMED recebeu 88 notificações de reações adversas à vacina que previne infeções pelo vírus do papiloma humano (HPV), incluindo o cancro do colo do útero. A maioria dos casos (60) foram considerados graves, incluindo desmaios, asfixias e convulsões. Não foram registadas mortes relacionadas com a vacina. Neste período, foram vendidas 132 902 embalagens da vacina.

Fonte do INFARMED refere terem sido registados casos de alteração do sistema nervoso, como dores de cabeça, tonturas e fraqueza muscular que, em casos mais graves, pode paralisar os músculos respiratórios e impedir a paciente de respirar, cita o “Correio da Manhã”. Outros efeitos referem-se a fadiga, dores musculares e nas articulações, perturbações gastrointestinais (náuseas e diarreia) e afeções na pele.

Ao “Correio da Manhã”, o ginecologista Vicente Pinto, antigo diretor da Maternidade Alfredo da Costa, diz ser necessário «avaliar os benefícios da vacina e saber se ultrapassam os riscos». Significa que se o benefício for superior ao risco, o medicamento deve continuar no mercado. «É preciso apertar a malha para verificar se há casos de alergia a algum componente da vacina, porque apesar das vantagens que apresenta ao prevenir o cancro do colo do útero, pode provocar reações adversas graves», sublinha Vicente Pinto.

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