
O ministro da Saúde de Cabo Verde afirmou que o país enfrenta atrasos na chegada de anestésicos, retidos em Lisboa devido às tempestades, obrigando a reduzir cirurgias normais programadas.
“Continuamos a fazer cirurgias, particularmente as de urgência. Acontece que Cabo Verde está a enfrentar um problema de transporte por causa das últimas tempestades que abalaram Portugal e impediram a chegada do barco com os anestésicos fornecidos pela Empresa Nacional de Produtos Farmacêuticos (Emprofac)”, afirmou ontem Jorge Figueiredo, num comunicado do Ministério da Saúde, a que a Lusa teve acesso.
Segundo o governante, “os barcos estão parados em Lisboa, não podendo circular”.
“Estamos à espera que venham nos próximos dias, mas até lá, a boa gestão indica que devemos manter o stock e garantir que as urgências sejam feitas“, apontou, afirmando que cirurgias normais serão reduzidas ou suspensas até uma reprogramação, que será feita mediante critérios médicos.
“Se os portos em Portugal voltarem à normalidade, nós poderemos ter o produto em cinco a seis dias”, reafirmou.
Em resumo
Desde o final de janeiro, Portugal tem enfrentado uma série de tempestades que causaram chuvas fortes, ventos, inundações, prejuízos materiais e mortes em várias regiões, levando o Governo declarar a situação de calamidade em dezenas de municípios e a anunciar pacotes de apoio à recuperação económica e social.
A situação meteorológica resultou ainda em interrupções de serviços essenciais, cortes de energia, cheias, destruição de infraestruturas e constrangimentos nos transportes, com impactos significativos nos portos.




