Sindicato dos técnicos de diagnóstico e terapêutica admite “avançar para a luta” 74

O Sindicato dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica criticou hoje o “bloqueio negocial” do Ministério da Saúde, admitindo “avançar para a luta” se a próxima reunião agendada não se realizar ou não apresentar “propostas sérias e objetivas”.

Em comunicado, o Sindite acusou a tutela de “falta de seriedade no processo de revisão da carreira e das tabelas remuneratórias dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (TSDT)”, depois de duas reuniões negociais terem sido adiadas.

Segundo o sindicato, a última reunião realizou-se no passado dia 07 de janeiro e as que ficaram previstas para 28 do mesmo mês e 18 de fevereiro não ocorreram, tendo esta última sido adiada, “com a justificação de ‘necessidade de maturação da proposta’”, para o próximo dia 24.

“Esta sucessão de adiamentos revela falta de compromisso e de respeito institucional, agravando o clima de desmotivação e indignação entre os profissionais”, disse, exigindo que “a tutela assuma, com responsabilidade, a continuação efetiva do processo negocial e proceda à urgente atualização da carreira e das tabelas salariais”.

“Caso a reunião agendada para 24 de fevereiro não se realize ou não apresente propostas sérias e objetivas que permitam avanços concretos, o SINDITE admitiu avançar para todas as formas de ação sindical legalmente previstas”.

O sindicato sublinhou que os TSDT são profissionais “com formação superior altamente especializada, muitos com mestrado e doutoramento” e “essenciais ao funcionamento do Serviço Nacional de Saúde”.

Segundo o mesmo comunicado estes profissionais asseguram áreas como “Análises Clínicas e Saúde Pública, Anatomia Patológica, Citológica e Tanatológica, Audiologia, Cardiopneumologia, Dietética, Farmácia, Fisioterapia, Higiene Oral, Medicina Nuclear, Neurofisiologia, Ortóptica, Ortoprotesia, Podologia, Prótese Dentária, Radiologia, Radioterapia, Terapia da Fala e Terapia Ocupacional”.