Psicólogos do INEM atenderam quase 21 mil chamadas em 2018 0 265

O Centro de Apoio Psicológico do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) atendeu num total de quase 21 mil chamadas, o que significa um aumento de atividade de 33% comparativamente a 2017.

Segundo os dados oficiais do INEM, até 30 de abril atenderam num total de 6.844 chamadas, uma média mensal de 1.700 atendimentos, e uma média de chamadas diárias superior a 50.

Em 2017, os psicólogos atenderem quase 16 mil chamadas, valor que aumentou em 2018 para 20.951.

Sara Rosado, psicóloga do INEM, defende que o aumento do número de intervenções do Centro de Apoio Psicológico é justificado pelo crescimento das solicitações e dos casos em que são necessários.

Os psicólogos do INEM recebem os casos encaminhados pelos colegas do Centro de Apoio Psicológico e Intervenção em Crise (CODU), quando as chamadas que chegam pelo 112 requerem intervenção ou apoio psicológico, após a triagem que é feita. Pelo contacto telefónico, a maioria das intervenções dos psicólogos respeita a situações de ansiedade ou crise psicológica ou casos de comportamento suicidário.

O CODU do INEM tem como objetivo atender a necessidades psicossociais, e existe desde 2004. Este é composto por uma equipa de 17 psicólogos que trabalham em regime de 24 horas no CODU – Centro de Orientação de Doentes Urgentes e também fazem deslocações de rua, em viaturas de intervenção psicológicas de emergência.

Nas saídas de rua, em que é acionada a Unidade Móvel de Intervenção (UMIPE), a maioria dos psicólogos dão assistência a vítimas de acidentes ou familiares, apoiam nos processos de luto por morte inesperada ou traumática, acorrem a situações de risco iminente de suicídio ou intervêm com vítimas de abuso ou violação sexual.

Nos primeiros quatro meses deste ano, as UMIPE já foram acionadas 222 vezes. Em 2018, das 757 saídas registadas, os psicólogos fizeram 2.285 intervenções em pessoas.

“A estes, acrescem ainda os contactos posteriores que são necessários após cada intervenção, que dão continuidade ao trabalho que é feito na rua ou no âmbito do CODU”, sublinha Sara Rosado, do INEM.

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