As farmácias comunitárias do País de Gales, no Reino Unido, enfrentam uma pressão crescente, devido aos significativos desafios de sustentabilidade económica que afetam a rede.
De acordo com as conclusões de um inquérito promovido pela National Pharmacy Association (NPA), que contou com a participação de mais de um terço das farmácias do país, em 2025, 60% dos proprietários de farmácia recorreram a uma segunda hipoteca sobre a sua habitação ou às suas poupanças pessoais para manter as farmácias em funcionamento.
O inquérito revela ainda que 33% das farmácias não conseguiram pagar aos distribuidores farmacêuticos, que lhes fornecem medicamentos sujeitos a receita médica, atempadamente ou na totalidade, em algum momento do ano passado.
Foi ainda demonstrado que nenhuma farmácia inquirida pela NPA tinha financiamento suficiente para prestar os seus serviços essenciais, conforme estabelecido no seu contrato com o NHS Wales e 89% das farmácias deixaram de oferecer alguns serviços no ano passado ou começaram a cobrar por eles, uma vez que já não eram financeiramente viáveis.
Apenas 4% das farmácias se sentiam confiantes de que estavam em condições financeiras de apoiar o Presgripsiwn Newydd (Uma Nova Receita) do Governo galês, que visa expandir o papel das farmácias para prestar mais serviços aos pacientes.
Nos últimos cinco anos, 32 farmácias encerraram definitivamente no País de Gales, pelo que a NPA alerta para o agravamento da situação, que se poderá traduzir em novas perdas de serviços ou em novos fechos, e apela a que haja apoios urgentes por parte das autoridades.




