Portugal tem potencial de crescimento em ensaios clínicos 0 698

A APIFARMA – Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica e o EUPATI – European Patients’ Academy assinalam o Dia Internacional dos Ensaios Clínicos – celebrado hoje – com uma Cerimónia Comemorativa na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.

A iniciativa pretende promover o valor da investigação clínica para o doente e para a sociedade, contribuir para a literacia sobre Ensaios Clínicos junto da sociedade e destacar também a perspetiva do doente neste processo, é comunicado pela APIFARMA.

A elevada capacidade de trabalho e competência dos investigadores e a alta qualidade dos dados produzidos surgem como principais vantagens para a realização de Ensaios Clínicos em Portugal. Do lado das desvantagens surge a inexistência de sistemas informativos integrados, o que prejudica o recrutamento célere e amplo de doentes, e a limitação da carreira do investigador e de tempo disponível para que os profissionais de saúde se possam dedicar à investigação, o que acaba por se repercutir num número reduzido de equipas especializadas.

Os objetivos estão alinhados com as conclusões do estudo “Ensaios Clínicos em Portugal”, de fevereiro de 2019, realizado pela PricewaterhouseCoopers (PwC) para a APIFARMA. O estudo, é uma atualização do trabalho realizado em 2013 e identifica como principais limitações à realização de Ensaios Clínicos em Portugal a insuficiente valorização profissional do investigador, e a ausência de uma plataforma de divulgação dos ensaios clínicos.

O estudo defende que existe espaço para crescimento em Portugal, propondo um conjunto de iniciativas prioritárias para tornar Portugal mais competitivo. O estudo “Ensaios Clínicos em Portugal” refere que Portugal pode aumentar 3,7 vezes o número de ensaios clínicos por milhão de habitantes, o que corresponde à realização de 506 ensaios clínicos, surge quando comparamos Portugal com países de dimensão semelhante ou inferior.

Para além do benefício para os doentes, existe um indubitável valor económico-social e de produção de conhecimento científico associado aos ensaios clínicos. O impacto económico total dos Ensaios Clínicos na economia em 2017 foi estimado em cerca de 87,3 milhões de euros. Cada euro investido na atividade gera um retorno de 1,99 euros na economia portuguesa, sendo assim uma das actividades com maior retorno de investimento.

João Almeida Lopes considera que «o país pode desempenhar um papel mais relevante e efectivo na área da Investigação & Desenvolvimento», necessitando para isso de «reforçar o compromisso estratégico entre todos os agentes».

O presidente da APIFARMA recorda que «a realização de Ensaios Clínicos possibilita acesso prévio a medicamentos inovadores aos doentes que participam nos estudos, promove o desenvolvimento do país e fomenta o aumento da presença de operadores internacionais em Portugal», manifestando ainda o desejo que «este estudo seja mais um contributo para relançar a investigação nacional, projetando Portugal para uma posição cimeira neste campo».

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