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Portugal aposta em «resultados concretos» para manter cooperação na saúde com CPLP

17-Fev-2014

O ministro da Saúde de Portugal, Paulo Macedo, defende que, na atual conjuntura, a manutenção dos compromissos da CPLP no setor só será possível através da concentração da cooperação em áreas específicas e concretas.

Os ministros da Saúde da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) enfatizaram na semana passada, numa reunião em Maputo, a vontade de reforçar a cooperação na área, desafiando as restrições financeiras com que os seus países se debatem, principalmente devido à crise económica e financeira em Portugal.

Questionado em Maputo pelos jornalistas sobre a capacidade de Portugal de estar à altura das exigências da cooperação num contexto recessivo como o atual, Paulo Macedo apontou a concentração da colaboração em áreas específicas e concretas, como a chave para o reforço dos compromissos no domínio da saúde.

«Face às sérias restrições com que nos debatemos, o reforço da cooperação requer a concentração em áreas mais concretas e específicas», sublinhou Paulo Macedo.

Segundo o ministro português, cada país da CPLP pode acrescentar uma maior utilidade à cooperação na saúde, apostando na vertente em que detém um maior factor de diferenciação.

Apontando o caso de Portugal, Paulo Macedo disse que o país tem maior disponibilidade para ajudar os parceiros africanos nos desafios que enfrentam na saúde materno-infantil, malária, oncologia e doenças infecto-contagiosas.

«Moçambique, por exemplo, aposta em novas áreas, como na radioterapia, onde Portugal já tem alguma experiência. Há ai um interesse comum, que abre uma forte possibilidade de cooperação», sublinhou o ministro português da Saúde, citado pela “Lusa”.

O reforço da cooperação na saúde, ao nível da CPLP, observou Paulo Macedo, também passa por manter as áreas tradicionais, como a formação e o envio de doentes, para os países com maior capacidade no tratamento de algumas enfermidades.

Também na utilização de medicamentos genéricos, Portugal pode trocar experiências com os países africanos, ajudando, nomeadamente, na introdução de quadros legais e regulatórios que combatam a contrafação, acrescentou o ministro português da Saúde.

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