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Paulo Macedo recusa estar a esconder efeitos da crise na saúde

1 de julho de 2014

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, recusou ontem estar a esconder os efeitos da crise na saúde, lembrando que «as situações existem» e reiterando que pediu à Organização Mundial de Saúde (OMS) estudos sobre esse impacto.


«As situações existem, não são minimamente escondidas», afirmou aos jornalistas, em Lisboa, assinalando que «a crise tem consequências negativas na saúde», nomeadamente na saúde mental.

O ministro reiterou, a este propósito, o pedido feito à OMS e à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) para avaliarem o impacto da crise na saúde em Portugal.

O Relatório de Primavera do Observatório Português dos Sistemas de Saúde, divulgado ontem, criticou «o silêncio e a negação» da tutela, e das autoridades europeias, face «aos evidentes» efeitos negativos da crise, apontando a falta de estudos que os avaliem, assim como de medidas que os minimizem.

Numa breve declaração à imprensa, à margem do I Conselho Interministerial para os Problemas da Droga, das Toxicodependências e do Uso Nocivo do Álcool, o ministro da Saúde enalteceu, não obstante a contenção orçamental, que o setor da saúde teve «um conjunto de fundos, sem paralelo, nos últimos três anos».

Reconheceu, no entanto, segundo a “Lusa”, que «é preciso investir mais em recursos humanos, em infraestruturas» e na prevenção de comportamentos nocivos para a saúde.

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