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Parasita da malária está a ganhar resistência aos medicamentos

28 de Junho de 2016

Estudos recentes revelam que o parasita da malária, Plasmodium vivax, está a tornar-se resistente aos fármacos utilizados no combate à doença.

«Observámos no genoma que a resistência aos fármacos é um estímulo enorme para a evolução [do P. vivax]. É intrigante que, nalguns lugares, este processo parece estar a acontecer em resposta a fármacos usados em primeiro lugar para tratar o Plasmodium falciparum. Não se sabe a razão para isto acontecer, mas é um sinal preocupante de que a resistência a medicamentos está a ficar enraizada na população de parasitas», explicou o principal autor de um estudo internacional, Richard Pearson, do Instituto Sanger do Wellcome Trust (no Reino Unido), que analisou genomas de parasitas provenientes do Sudoeste asiático, citado pelo jornal “Público”.

«O medicamento que está na linha da frente do tratamento da malária vivax é a cloroquina», explicou Ric Price, da Universidade de Oxford, do Reino Unido. «O nosso estudo mostra que a evolução é mais forte na Papuásia [província da Indonésia da ilha da Nova Guiné], onde a resistência do P. vivax à cloroquina é agora desenfreada», acrescentou.

As investigações concluíram é que a diversidade genética do P. vivax é muito grande em quase todo o mundo, superior à do P. falciparum, o que torna difícil o desenvolvimento de um fármaco e de uma vacina eficazes para todas as populações do parasita.

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