A Organização Mundial da Saúde apelou quarta-feira aos EUA, que saíram da entidade, para que partilhem a informação que possuam sobre a origem da pandemia do novo coronavírus.
Um dia depois de regressar à Casa Banca, em janeiro de 2025, Donald Trump assinou um decreto a determinar a saída dos EUA da OMS. Esta saída tornou-se efetiva em janeiro último, passado o prazo regulamentar de um ano.
O governo de Trump aderiu oficialmente à teoria de que o vírus tinha escapado de um laboratório de virologia em Wuhan, na China.
Mas a OMS afirma que Washington não transmitiu qualquer informação sobre a origem do covid-19.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na quarta-feira, recordou, durante uma conferência de imprensa, em Genebra, que alguns Estados tinham declarado publicamente que “possuíam informações sobre a origem (da pandemia), nomeadamente os EUA”.
Já há meses que a OMS escreveu a dirigentes dos EUA, apelando a que “partilhassem toda a informação que esteja na sua posse”.
Não recebemos qualquer informação”, deplorou.
“Esperamos que partilhem as suas informações, porque ainda não determinámos a origem do covid”, acrescentou Tedros. Ora, “saber o que se passou pode ajudar-nos a prevenir a próxima” pandemia, realçou, citado pela Lusa.
Tedros solicitou a todos os governos que possuam informações sobre as origens da pandemia que as partilhem, para que a OMS esteja na capacidade de chegar a conclusões, uma vez que todas as investigações deram resultados não conclusivos e todas as hipóteses continuam em cima da mesa.
Quando expirou o prazo de pertença dos EUA À OMS (22 de janeiro), o secretário da Saúde norte-americano, Robert Kennedy Jr., e o de Estado, Marco Rubio, acusaram a OMS de “falhas durante a pandemia do Covid-19” e de ter agido “contra os interesses dos EUA, por várias vezes”.
Acusaram então a organização de ter “abafado e escondido tudo o que os EUA fizeram por ela” e “dificultado a patilha (…) de informações que teriam podido salvar vidas (norte-)americanas”.
Na atura, a OMS retorquiu que “o que se passou foi o contrário”.




