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O impacto do novo SiNATS debatido na 1ª Conferência MF Talks

16 de Junho de 2015

O impacto do novo Sistema de Avaliação de Tecnologias de Saúde (SiNATS) foi o tema da 1ª Conferência MF Talks, que decorreu ontem, no Hotel Tryp Lisboa Aeroporto.

 

O evento, promovido pela revista Marketing Farmacêutico, reuniu profissionais da Indústria Farmacêutica, da farmácia e da área dos dispositivos médicos, que refletiram sobre as alterações relativas à avaliação económica das tecnologias de saúde.

 

João Cristóvão Martins, diretor da Direção de Avaliação de Medicamentos do INFARMED e um dos oradores convidados, explicou, em traços gerais, este novo modelo de avaliação, realçando que o SiNATS prevê estender a avaliação do custo/efetividade a outras tecnologias de saúde, nomeadamente os dispositivos médicos.

 

A reavaliação sistemática das tecnologias de saúde, após a sua entrada no mercado, durante o seu ciclo de vida, foi outra alteração apontada por João Cristóvão Martins, que entrará em vigor aquando da implementação do SiNATS.

 

Perante uma plateia composta por 120 pessoas, João Cristóvão Martins explicou ainda que o SiNATS se aproxima dos consensos europeus desenvolvidos no âmbito da avaliação das tecnologias de saúde.

 

Durante o debate iniciado após as explicações do representante do INFARMED, Luís Pereira, diretor geral da Medtronic Portugal, realçou a importância de se avaliaram não só os dispositivos médicos, como também os serviços associados à utilização dessas ferramentas, pois só assim se conseguirá obter uma avaliação completa e realista dos mesmos.

 

Miguel Rovisco de Andrade, diretor geral da Menarini Portugal, afirmou que este novo modelo de avaliação poderá trazer benefícios para o setor mas questionou a sua independência, partindo da premissa que a entidade pagadora é a mesma que avalia as tecnologias. 

 

A novidade subjacente a este sistema foi destacada por Luís Rocha, public affairs & market access head da Novartis Farma, que, no entanto, referiu que ainda existem algumas questões que têm de ser respondidas, nomeadamente em relação aos protocolos de observação dos medicamentos ao longo de toda a sua vida útil.

 

Na sequência do debate, moderado por Luís Vasconcelos Dias, pharma & healthcare consultant, Ana Torres, country manager & global innovative pharma head da Pfizer, demonstrou alguma preocupação quanto à implementação do modelo, lembrando que é necessário que as portarias sejam publicadas atempadamente para que indústria consiga responder devidamente ao que é esperado.

 

Focando-se na questão da comunicação entre o Estado e os parceiros da indústria, Pedro Pires, administrador das Farmácias Holon, defendeu que quem contacta com este novo modelo de avaliação não receia a ferramenta em si, mas aquilo que esteve na origem da ferramenta, temendo que esta seja «mais um mecanismo encapotado de nos vender reduções de preço a qualquer custo». O responsável das Farmácias Holon focou ainda a importância de se avaliarem os processos e não apenas os produtos em si. 

 

À margem da conferência, José Júlio Carvalho, diretor comercial da Vantagem+, patrocinador do evento, explicou a importância de a empresa se associar ao MF Talks. «Queremos associar-nos a todos os eventos da sociedade e dos vários setores de atividade onde nós possamos participar. A área farmacêutica é uma das áreas onde nós também poderemos estar incluídos», disse.

 

Vídeo disponível aqui.

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