Novartis recebe aprovação de financiamento para o SNS de Aimovig 654

A Novartis acaba de anunciar que o medicamento Aimovig (erenumab) recebeu o financiamento do Infarmed para o tratamento profilático em doentes adultos, com pelo menos quatro dias de enxaqueca por mês e que tenham tido três ou mais falências terapêuticas prévias.

“Esta terapêutica vem dar resposta a uma necessidade médica sem resposta há décadas e que está refletida num estudo recentemente apresentado, que mostra que 92% dos tratamentos preventivos iniciados nos doentes portugueses com enxaqueca são descontinuados por falta de eficácia (mais de metade) e por baixa tolerabilidade (um terço), refere a empresa.

Aimovig é um anticorpo monoclonal 100% humano que bloqueia seletivamente o recetor do CGRP (péptido relacionado com o gene da calcitonina), o único recetor da família da calcitonina envolvido na fisiopatologia da enxaqueca. “Este medicamento demonstrou ser uma alternativa com valor terapêutico acrescentado e com vantagens ao nível económico e é a primeira terapêutica especificamente desenhada e desenvolvida para a prevenção da Enxaqueca aprovada e agora financiada pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, acrescenta a Novartis.

De acordo com a Presidente da Sociedade Portuguesa de Cefaleias, Elsa Parreira “os anticorpos monoclonais, e entre eles o erenumab, vieram revolucionar a terapêutica preventiva da enxaqueca constituindo um importante avanço no controlo desta patologia tão prevalente e impactante. A comparticipação pelo SNS irá permitir que os nossos doentes com enxaqueca possam ter acesso à mais recente inovação terapêutica e a tratamentos eficazes e bem tolerados que contribuirão para uma melhoria da sua qualidade de vida”.

Na opinião de Raquel Gil-Gouveia, neurologista, da direção da Sociedade Portuguesa de Cefaleias, “a experiência que temos tido, ao longo dos últimos dois anos, com a utilização destes fármacos tem sido claramente favorável, quer pela sua muito boa eficácia, quer pela sua excelente tolerabilidade. A sua comparticipação permitirá equidade para todos doentes com enxaqueca que deles possam beneficiar, minimizando o seu sofrimento e impactando positivamente as suas vidas, a nível familiar, social e profissional. É, sem dúvida, um marco na história do tratamento da enxaqueca em Portugal”.

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