O primeiro-ministro, Luís Montenegro, admitiu hoje que o Serviço Nacional de Saúde atravessa “situações de dificuldade e de constrangimento”, mas negou que se trate “de caos”, defendendo que a saúde funciona melhor do que há um ano.
“O nosso Serviço Nacional de Saúde não vive uma situação de caos. O nosso Serviço Nacional de Saúde vive situações de dificuldade, situações de constrangimento, mas funciona hoje melhor do que funcionava há um ano, e há um ano já funcionava melhor do que funcionava há dois anos”, afirmou.
Luís Montenegro respondia a uma intervenção do líder parlamentar do Chega, no arranque do debate quinzenal desta tarde, na Assembleia da República.
“Senhor primeiro-ministro, existe um caos na saúde. Basta a ir a uma emergência de um hospital”, salientou o deputado.
Pedro Pinto referiu que em 2023, quando Montenegro era líder da oposição e António Costa era primeiro-ministro, “dizia que havia um caos na saúde”.
O deputado do Chega referiu, de acordo com a Lusa, que nessa altura “havia um milhão e meio de portugueses sem médico de família”, havia “um caos com dezenas de horas de espera para [os utentes] serem atendidos”, as “consultas de oncologia estavam em atraso meses e meses”.
“Hoje continuamos igual. Ou seja, o caos que havia em 2022 e em 2023, continua a haver em 2026. Mas agora, como o Governo é do PSD, é um Governo assim mais chique, nós não podemos dizer que existe um caos na saúde”, criticou.
Pedro Pinto defendeu que “as ondas noticiosas existem porque existe realmente um caos no SNS”, e desafiou primeiro-ministro a “reconhecer isso”.
O líder parlamentar do Chega pediu também “um compromisso do Governo” para que os problemas na saúde sejam resolvidos num espaço de tempo definido.
“Mas tem que ser resolvido em ‘X’ tempo, não é em 60 dias e depois não fazem nada, não é em 120 dias e depois nada é feito”, salientou Pedro Pinto.
“Nós vamos continuar a resolver todos os dias o máximo de problemas, mas tenho a certeza absoluta que nunca vão estar todos resolvidos. Portanto, nós vamos continuar todos os dias a gerir da forma mais eficiente o sistema, colocando todos os seus meios disponíveis e agilizando a sua gestão”, respondeu o primeiro-ministro, não se comprometendo com um calendário.
Sobre os cuidados de saúde primários, indicou que foi atribuído “médico de família a mais de 383 mil portugueses”, mas “ingressaram 379 mil” novos utentes no SNS.




