Médio Tejo aumentou em 2025 número de órgãos colhidos para transplantação 75

A Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo aumentou, em 2025, o número de órgãos colhidos para transplantação para 16, face aos 14 registados em 2024, anunciou hoje a instituição, destacando a consolidação da atividade nesta área.

“O aumento do número de órgãos para transplantação em 2025 confirma a consistência do trabalho” desenvolvido pela instituição ao longo dos últimos anos, afirmou o presidente do conselho de administração da ULS Médio Tejo, com sede em Torres Novas, no distrito de Santarém.

Citado em nota de imprensa, Casimiro Ramos acrescentou que o percurso iniciado há mais de 15 anos demonstra que, “mesmo longe dos grandes centros nacionais, é possível alcançar resultados de excelência quando existe organização, competência técnica e um compromisso claro com a vida”.

Em Portugal, mais de dois mil doentes aguardam por um transplante, e a ULS Médio Tejo destaca que o aumento de órgãos colhidos em 2025 representa uma contribuição significativa para responder a essas necessidades, reforçando o papel da instituição no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Segundo a ULS Médio Tejo, ao longo de 2025 foram identificados seis dadores em morte cerebral, dos quais resultou a colheita de 16 órgãos vitais – dois pulmões, dois corações, seis fígados e seis rins – face aos 14 órgãos (oito fígados e seis rins) provenientes de nove dadores em 2024.

Em 2025, a idade média dos dadores foi de 48 anos, inferior ao habitual, variando entre 33 e 85 anos, sendo que quatro eram do sexo masculino e dois do feminino.

As causas associadas à morte cerebral apresentaram também um padrão distinto do habitual, com três casos de paragem cardiorrespiratória, dois de acidente vascular cerebral hemorrágico e um de trauma cranioencefálico.

“Em 2025, aumentámos o número de órgãos colhidos, o que significa mais oportunidades de vida para doentes em lista de espera”, disse, por sua vez, a médica intensivista e coordenadora hospitalar da doação de órgãos, Lucília Pessoa, destacando o “empenho da equipa multidisciplinar” e a “generosidade das famílias dos dadores”.

Segundo a Lusa, a ULS Médio Tejo gere três hospitais – Abrantes, Tomar e Torres Novas – e 35 unidades de cuidados de saúde primários, dando resposta direta a cerca de 170 mil utentes nos concelhos de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Sardoal, Tomar, Torres Novas, Vila Nova da Barquinha e Vila de Rei.