Medicamento para esquizofrénicos pode ter causado 17 mortes no Japão 473

Medicamento para esquizofrénicos pode ter causado 17 mortes no Japão
09-Abr-2014

Um medicamento para o tratamento de doentes adultos com esquizofrenia pode ter causado até 17 mortes no Japão desde novembro do ano passado, informou hoje a unidade japonesa da farmacêutica internacional Janssen Pharmaceuticals.

A multinacional, uma filial do grupo norte-americano Johnson and Johnson, indicou que 17 pessoas morreram após terem recebido injeções deste medicamento, comercializado sob o nome Xeplion e vocacionado para o tratamento de manutenção dos sintomas da esquizofrenia em doentes adultos.

Apesar de não estar comprovada a ligação do Xeplion com estas mortes, a empresa farmacêutica responsável pela comercialização do produto decidiu aconselhar os médicos japoneses a usarem o medicamento, que contém a substância ativa paliperidona, com muita prudência.

A utilização deste medicamento estava aprovada em 78 países e territórios, incluindo em Portugal, à data de junho de 2013, de acordo com as informações da empresa farmacêutica.

Segundo as estimativas da unidade japonesa da Janssen Pharmaceuticals, o medicamento terá sido usado por cerca 10.700 pessoas desde o seu lançamento no mercado nipónico a 19 de novembro do ano passado.

As causas das 17 mortes registadas incluem ataque cardíaco, embolia pulmonar e asfixia por inalação de vómito.

Em muitos destes casos, os óbitos verificaram-se cerca de 40 dias após terem sido administradas injeções deste medicamento.

Numa nota informativa divulgada na página online da unidade nipónica da Janssen Pharmaceuticals, a farmacêutica indica que a «substância pode permanecer no organismo até pelo menos quatro meses após ter sido administrada», aconselhando os médicos a ficarem atentos a qualquer efeito colateral.

No mesmo texto, a empresa também pede aos especialistas para se absterem na prescrição deste medicamento com outros medicamentos anti-psicóticos porque a «eficácia e a segurança» de tal combinação não foi estabelecida, citou a “Lusa”.

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