Várias unidades de cuidados de saúde primários da Unidade Local de Saúde da Lezíria (ULS Lezíria) estão a funcionar com constrangimentos devido a falhas no fornecimento de eletricidade e água.
“Estas limitações devem-se, sobretudo, a falhas no fornecimento de energia elétrica, água, sistemas informáticos e comunicações”, indicou num comunicado, enviado à Lusa, a ULS Lezíria.
Segundo a ULS Lezíria, as unidades afetadas localizam-se nos concelhos da Golegã, Cartaxo, Almeirim e Salvaterra de Magos, no distrito de Santarém.
Na Golegã, registam-se limitações na sede da Unidade de Saúde Familiar (USF) CampuSaúde, situada na Rua Carlos Mendes Gonçalves, assim como no polo da Azinhaga, e no Cartaxo a situação afeta a sede da USF D. Sancho I, na Rua Venilde Anastácio.
No concelho de Almeirim continuam os constrangimentos na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) de Almeirim e no polo de Benfica do Ribatejo, enquanto em Salvaterra de Magos está condicionada a atividade da sede da USF Falcão Real, em Marinhais.
Na nota, a ULS refere que a situação está a ser “acompanhada de forma contínua”, em articulação com as entidades competentes, e garante que está a ser feito “todo o esforço” para que os serviços retomem o funcionamento normal “com a maior brevidade possível”.
Vários centros de saúde encerrados por falta de eletricidade no Oeste
Os hospitais da região Oeste estão a funcionar dentro da normalidade, mas vários centros de saúde estão encerrados por falta de eletricidade, informou hoje a Unidade Local de Saúde (ULS) do Oeste.
Questionada pela agência Lusa, a administradora da ULS Oeste, Elsa Baião, disse que “nos hospitais, tudo está a funcionar normalmente, mas em alerta para o caso de falha de eletricidade”.
Contudo, os centros de saúde da Lourinhã e Sobral de Monte Agraço e as extensões de Sapataria (Sobral de Monte Agraço), São Mamede da Ventosa, Ramalhal, Campelos (Torres Vedras), Vilar e Figueiros (Cadaval) estão encerrados por falta de eletricidade.
As consultas têm vindo a ser desmarcadas.
No Centro de Saúde de Sobral de Monte Agraço, foi instalado desde quarta-feira um gerador para manter a refrigeração de vacinas.
“Estamos a averiguar qual a expectativa de retoma do abastecimento de eletricidade, para planear de imediato a reabertura dos centros de saúde”, acrescentou a responsável.
A Unidade Local de Saúde do Oeste agrega o Centro Hospitalar do Oeste (que inclui os hospitais das Caldas da Rainha e Peniche, no distrito de Leiria, e de Torres Vedras, no distrito de Lisboa) e o Agrupamento de Centros de Saúde do Oeste Norte e o Agrupamento de Centros de Saúde do Oeste Sul.
No conjunto, integra os concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Bombarral e Peniche, no distrito de Leiria, e de Lourinhã, Cadaval, Torres Vedras e Sobral Monte Agraço, no distrito de Lisboa, com uma população de 242 mil habitantes, segundo os dados de 2024 do Instituto Nacional de Estatística.
Centro de Saúde da Moita temporariamente encerrado por falta de energia elétrica
O Centro de Saúde da Moita, no distrito de Setúbal, está temporariamente encerrado por falta de energia elétrica na sequência da depressão Kristin, que passou por Portugal continental na madrugada e manhã de quarta-feira.
Segundo a Unidade Local de Saúde do Arco Ribeirinho (ULSAR), esta unidade que serve 24 mil utentes está sem eletricidade desde quarta-feira, situação que levou ao seu encerramento até que a energia seja reposta pela E-Redes.
A ULSAR, no qual está integrado o Hospital Nossa Senhora do Rosário (Barreiro) e o Hospital Distrital do Montijo, tem como área de influência direta os concelhos de Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete, todos no distrito de Setúbal.
Integram a ULSAR os centros de saúde de Alcochete, Barreiro, Quinta da Lomba, Moita, Montijo e Baixa da Banheira.
O Centro de Saúde da Moita é o único do total de 22 da ULSAR que foi obrigado a encerrar temporariamente por falta de eletricidade.
A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade.




