A Direção-Geral da Saúde (DGS) e a Proteção Civil emitiram “três regras simples” para a utilização segura de geradores, face ao aumento da procura destes aparelhos devido à falta de energia provocada pela tempestade Kristin.
Não utilizar os geradores em espaços fechados, mesmo com portas ou janelas abertas, manter o aparelho afastado pelo menos seis metros da casa e direcionar os gases de escape para longe das habitações são as recomendações das autoridades para evitar acidentes e intoxicações por monóxido de carbono.
Numa publicação nas redes sociais, citada pela Lusa, a DGS e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) afirmam que “devido à tempestade Kristin poderá surgir a necessidade de utilizar geradores para produção de energia”, mas alertam que é fundamental conhecer os riscos associados e garantir a sua utilização em segurança.
As autoridades avisam que o monóxido de carbono é um gás invisível e sem cheiro, tóxico, que mata em silêncio, sobretudo durante a noite ou enquanto se dorme.
Salientam que mesmo um gerador pequeno liberta monóxido de carbono suficiente para matar em 10 a 15 minutos, num espaço fechado ou semifechado.
A DGS e a ANEPC apelam às pessoas para, no caso de detetarem libertação de monóxido de carbono ou apresentarem sintomas de intoxicação, ligarem imediatamente para o 112.
Em caso de suspeita, todos devem sair imediatamente para o exterior e permanecer lá até autorização dos profissionais.
Os sintomas a observar são dor de cabeça persistente, tonturas ou sensação de desmaio, náuseas e vómitos sem causa aparente, cansaço ou fraqueza fora do normal, confusão, dificuldades em pensar ou falar, sonolência excessiva e falta de ar.
As autoridades alertam que a inalação deste gás pode levar à perda de consciência ou à morte.
Em resumo
Nove pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois três óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem em geradores.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos mais afetados.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.




