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Jovem com VIH em remissão após tratamento precoce

21 de Julho de 2014

Uma jovem de 18 anos, infetada com o vírus da sida durante a gravidez da mãe, está em remissão depois de ter recebido tratamento antirretroviral até aos seis anos, segundo um estudo divulgado ontem.

 

Este primeiro caso mundial mostra que a «remissão prolongada após o tratamento precoce poder ser feito numa criança infetada pelo VIH desde o nascimento», refere o estudo francês apresentado por Asier Sáez-Cirion, do Instituto Pasteur, na oitava conferência sobre a patogénese do VIH, que decorre até quarta-feira em Vancouver.

 

O conceito de remissão a longo prazo, após tratamento antirretroviral precoce para controlar a infeção por VIH, já tinha sido destacado num estudo divulgado pela ANRS Visconti, em 2013.

 

O estudo, citado pela “Lusa”, foi realizado junto de uma criança nascida em 1996, «infetada no final da gravidez ou durante o parto pela mãe que tinha uma carga viral não controlada».

 

A criança foi imediatamente tratada com antirretrovirais durante seis semanas e diagnosticada como portadora do VIH um «mês depois do nascimento», segundo o trabalho do Instituto Pasteur.

«Dois meses depois, e após ter sido interrompido o tratamento profilático, a criança tinha uma carga viral muito alta, levando ao início de uma terapia combinada com quatro antirretrovirais» para os primeiros seis anos, disse o médico.

 

A criança interrompeu o tratamento durante um ano e, um ano mais tarde, quando voltou a ser reexaminada, tinha uma carga viral indetetável e foi decidido mantê-la sem tratamento.

 

Até aos 18 anos, a jovem manteve sempre uma carga viral indetetável sem nunca mais ter tomado antirretrovirais, refere o estudo.

 

Apesar deste caso de remissão abrir novas perspetivas para a pesquisa, não deve ser considerada como uma cura, salienta o estudo, salientando que a jovem continuam infetada e é impossível prever a evolução da sua condição.

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