IPST e Fepodabes apelam à dádiva de sangue devido a reservas nacionais baixas 535

O Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), através de comunicado enviado, apelou à dádiva de sangue, indicando que as suas reservas dão para entre quatro e 19 dias e que os grupos sanguíneos mais afetados são o A positivo, A negativo, O negativo e B negativo.

O IPST alerta ainda para o facto de os meses de janeiro e fevereiro serem “particularmente exigentes para a manutenção das reservas de sangue em níveis confortáveis”, devido ao frio e às constipações.

A isto junta-se a situação agravada pela pandemia de covid-19, as medidas de confinamento e as regras para garantir a segurança para dadores e profissionais.

Segundo o IPST, a 19 de janeiro, o grupo sanguíneo A positivo, o mais prevalente na população portuguesa, tinha reserva para quatro dias, e o de O negativo”(dador universal) e B negativo tinha somente reserva para cinco dias.

Esta reserva é maior nos hospitais, que apesar de terem cancelado muitas intervenções cirúrgicas, continuam a precisar de sangue.

“A reserva estratégica nacional, que considera também as reservas existentes nos hospitais, é de 12 a 35 dias, consoante os grupos sanguíneos. Apesar da suspensão da atividade programada não urgente em alguns Hospitais, a necessidade diária de componentes sanguíneos mantém-se”, afirma o IPST.

O Instituto Português do Sangue e da Transplantação apela assim à dádiva de sangue, relembrando que “mesmo em tempos de pandemia é possível continuar a ajudar a salvar vidas, já que nos locais de colheita foram reforçadas todas as medidas para que o ato se efetue com segurança” e as deslocação para efeitos de dádiva são permitidas pelas autoridades.

Este pedido surge depois do apelo feito pela Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (Fepodabes), que esta terça-feira já tinha alertando para a baixa reserva nacional de sangue, com diversos grupos sanguíneos a apresentarem reservas inferiores a sete dias.

A Fepodabes apelou à dádiva, pois os grupos A positivo, O negativo e B negativo encontram-se com reservas para quatro dias, enquanto o O positivo, A negativo e o AB negativo “estão um pouco melhor, mas não estão bons”.

“As reservas nacionais de sangue apresentam neste momento níveis preocupantes em diversos grupos sanguíneos. Mesmo em pandemia os hospitais continuam a necessitar de sangue para dar resposta às necessidades dos seus doentes”, indicou a Fepodabes, pedindo aos portugueses para que mantenham as suas dádivas.

Em declarações ao Observador, Alberto Mota, presidente da Fepodabes, indicou que esta situação “pode piorar com o confinamento”, mesmo tendo em conta que a doação de sangue é permitida dentro da situação de confinamento que se vive neste momento. Isto porque “empresas onde eram feitas recolhas que estão agora em teletrabalho, há entidades (como os bombeiros) que já não permitem a recolha nas suas instalações e as unidades móveis também não podem circular”.

Lembrar que para ser dador de sangue, basta ter entre 18 e 65 anos (o limite de idade para a primeira dádiva é os 60 anos), ter peso igual ou superior a 50 quilos e ter hábitos de vida saudável.

Envie este conteúdo a outra pessoa