INFARMED: Medicamento contra a hepatite C não é eficaz em todos os doentes 348

INFARMED: Medicamento contra a hepatite C não é eficaz em todos os doentes
21-Abr-2014

A autoridade do medicamento assinalou na quinta-feiraque não está provado que o fármaco contra a hepatite C Sofosbuvir seja eficaz em todos os doentes, após o “Diário de Notícias” ter relatado que pacientes graves aguardam há muito este medicamento.

«Não existe demonstração de que o medicamento referido na imprensa, por si só, permita a erradicação da hepatite C em todos os doentes, nem que os doentes alegadamente à espera de tratamento com este medicamento não possam ter alternativa terapêutica», indicou em comunicado a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, citada pela “Lusa”.

O “DN” relatou que há cerca de 80 doentes graves em todo o país que estão à espera há meses de um novo medicamento contra a hepatite C, o Sofosbuvir, que tem uma taxa de cura de 90% e que foi aprovado na Europa a 17 de janeiro.

Segundo o jornal, a introdução do fármaco em Portugal já foi aprovada, mas o estudo relativo à sua comparticipação ainda não está concluído, obrigando as unidades hospitalares a recorrerem a pedidos de autorização excecionais.

Os pedidos são feitos nos hospitais, mas têm de ser aceites também pelo INFARMED.

Na nota divulgada, a autoridade nacional do medicamento adianta que o processo de avaliação prévia do fármaco, em curso, está a ponderar «a relação entre o valor terapêutico acrescentado e o impacto para o Serviço Nacional de Saúde (SNS)», antes da sua entrada no circuito hospitalar.

O INFARMED esclareceu que «só após esta avaliação poderá considerar-se a sua autorização para uso no SNS, com um preço que seja adequado aos benefícios potenciais do fármaco, quando comparado com outros inibidores de protease já usados em Portugal».

A entidade acrescenta que a comparticipação pública do Sofosbuvir, indicado para o espaço europeu, «só está autorizada na Dinamarca».

O bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, já considerou, em declarações à agência “Lusa”, inaceitável atrasar o tratamento das pessoas quando existem medicamentos que as podem curar.

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